10 de novembro de 2013

Carla Lima

Esporte: Surf

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A diretora de TV e documentarista Carla Lima é o que se pode chamar de multifacetada. Aos 27 anos a carioca, moradora da Jardim Oceânico, surfa, dirige, produz, filma, fotografa de dentro d’água e mantém o foco em suas produções, como o documentário “Pelos Olhos de Gana”, sobre o país africano que a deixou encantada por seus paradoxos, riquezas e histórias.

Seu début na direção foi no canal por assinatura Multishow, quando esteve à frente do programa “Se Joga”. Atualmente sua produtora, Lima Filmes, produz o programa Sol & Sal, no ar em sua segunda temporada no canal por assinatura Off, da Globosat –a terceira já está em pré-produção.

As viagens fazem parte do ofício, e Carla não se fez de rogada ao conhecer mais de 20 países, entre eles Gana, Jamaica, Costa Rica, Maldivas, Sri Lanka e Marrocos, onde explorou parte do deserto do Saara em busca de boas ondas. Apesar da pouca idade, a maturidade profissional é percebida em seus trabalhos. Carla passou por todas as fases de produção.

“Além de dirigir, faço o roteiro, já produzi, já filmei, sei editar. Como diretora, acho importante conhecer todos os passos até o produto final. Isso ajuda a perceber o que funciona e o que não funciona”, avalia ela, que tem como especialidade as difíceis filmagens aquáticas.

“Gosto muito de filmar de dentro d’água. Comecei como hobby há pouco tempo e tenho recebido bastantes elogios, o que me motiva a evoluir cada vez mais”, diz ela, planejando seu próximo documentário: “Espero que o ‘Pelos Olhos de Gana’ toque o coração das pessoas, assim como o meu foi tocado” completa.

Com tantas viagens no currículo, Carla diz ter se surpreendido com a cultura e as boas ondas de países pouco explorados. “O Sri Lanka me surpreendeu pelas boas ondas e pelo povo hospitaleiro. Já em Gana fiquei chocada com a pobreza extrema, e mesmo assim, como as pessoas das vilas nos tratam, sorriem para você, abraçam, fazem carinho e tentam se comunicar. Os mais novos tentam surfar com um pedaço de madeira! Foi o lugar que me transformou como ser humano, que abriu meus olhos para o real valor das coisas e da vida. Eles celebram a morte com música e comida, o enterro não é um momento triste”, conclui Carla.

 

Por Ana Balardim