6 de novembro de 2013

Danielle Schroeder

Esporte: Dança

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Fotos: Christiano Cardoso //

Danielle Schroeder, com os seus 27 anos de vida, é definitivamente uma menina-mulher. Natural de Esteio e regida pelo signo de Aquário, se preocupa muito com o físico e sua saúde e está sempre pronta pra dar uma boa risada! Ela se diz muito romântica e apaixonada pela vida. Ama a dança acima de qualquer coisa, e sonha em ser muito feliz. Fomos atrás dessa musa da dança para saber um pouco sobre a sua vida e rotina de treinos, e descobrimos que a moça tem muito a nos ensinar ainda! E viva a dança!

Quem é a Dani?

A Dani é definitivamente uma menina-mulher. Preocupada com o físico/saúde, sempre pronta pra dar uma boa risada e muito romântica e apaixonada. Ama a dança acima de qualquer coisa e sonha em ser muito feliz (com direito a férias na praia, é claro, amo!)!

Dani, como a dança entrou na sua vida?

Desde pequena dançava na frente da TV as músicas de abertura das novelas e todas as músicas infantis que eu ouvia. Aos 7 anos, assisti a uma propaganda na qual Carlinhos de Jesus, nome muito conhecido no mundo da dança, convidava as pessoas a dançarem em uma escola de dança da minha cidade. Pedi para minha mãe que me levasse, e daí em diante não deixei de dançar um dia sequer na minha vida.

Você costuma ver muitos filmes relacionados a dança?

Procuro sempre assistir a todos os filmes que tenham algo relacionado com dança, mas não são muitos que existem, não.

Falando em filmes, qual o melhor do gênero na sua opinião?

Existem muitos filmes bons. Mas existe um em especial que adoro, com o qual me identifico e que marcou uma fase da minha vida: “Sob a luz da fama” (Center Stage). Talvez porque a protagonista do filme seja muito parecida comigo, não apenas fisicamente quanto “dancisticamente” falando – toda a luta pra chegar aonde ela chegou, superando suas dificuldades e opiniões alheias. Sem falar na trilha sonora e no elenco, que é um espetáculo!

O que você faz hoje além de dançar?

Me resta muito pouco tempo pra fazer outras coisas, mas sempre que posso adoro ir à praça com minhas amigas e com minha cachorrinha, gosto de um jantar romântico, uma boa balada e até mesmo um cineminha em casa na companhia da família, com as pernas pra cima e comendo guloseimas (sim, como coisas de gente normal de vez em quando), hummmm, delícia!

Você escolheu a dança como seu esporte ou você ainda tem tempo para praticar outras atividades?

Na verdade a dança é meu prazer que se tornou trabalho, e a correria da minha rotina se tornou meu esporte. Poder “sobreviver” do que mais se ama fazer é o que há de melhor na vida, e desejo isto a todas as pessoas: que busquem o prazer no seu trabalho. Mesmo a dança/trabalho diário me exigindo um bocado, ainda arranjo um tempinho pra malhar e dar uma corridinha pra ajudar a manter o corpo, afinal, ele é meu principal objeto de trabalho.

Qual a sua ocupação atualmente? Onde você dá aula e onde faz aulas atualmente?

Sempre brinco que sou uma “fisioterapeuta nas horas vagas”, porque atendo em domicílio apenas nos intervalos das diversas aulas que dou durante a semana (já que a dança foi ocupando cada vez mais minha carga horária). Mas mesmo assim, a fisioterapia não deixa de ser minha segunda paixão, e sempre a tenho como aliada nas minhas aulas de dança.

Sou professora de balé e jazz há cinco anos na Biodance Escola de Dança, situada no bairro Lindóia, na Zona Norte de Porto Alegre.

Faço aulas de balé e jazz no Centro de Arte de Porto Alegre, em Ipanema (Zona Sul), onde faço parte da Essência Companhia de Dança – do coreógrafo Aldo Gonçalves –, que completou 18 anos em 2012. E também faço aula de danças urbanas no Grupo My House, do coreógrafo Marco Rodrigues, no Três Figueiras, ZN.

Quem foi o seu professor?

Tive diversos professores e mestres ao longo dos anos, em diversos lugares por onde passei – tanto aqueles que me acompanharam diariamente quanto aqueles com quem tive a oportunidade de fazer cursos para aperfeiçoamento, profissionais do Brasil ou até mesmo do exterior. Tenho certeza de que cada um deu e ainda dá sua contribuição para meu crescimento, e com certeza são responsáveis pela bailarina e profissional que sou hoje. Portanto, não seria correto citar nomes, pois poderia me esquecer de alguém, e isso seria injusto.

Existem muitas escolas bacanas aqui no nosso estado para quem quer aprender a dançar?

Sem sombra de dúvidas, o Rio Grande do Sul tem muito a oferecer para os amantes da dança em geral, cada um dentro da sua especialidade. Basta pesquisar e seguir as indicações de pessoas experientes na área. E fica uma dica: não se deixe levar pelo local ou até mesmo pelo valor cobrado, isso às vezes não é indício de que você terá um profissional capacitado.

Na verdade, hoje existem muitas variações quando se fala em dança. Temos as mais tradicionais, jazz, balé, street dance, dança de salão, danças árabes e danças folclóricas, assim como o funk, o sertanejo, o axé etc.

Você pratica qual delas?

Como professora, ministro aulas de jazz e balé clássico. Como bailarina, já pratiquei inúmeros tipos de dança, desde a dança character, sapateado americano, até salsa e samba. Porém, hoje em dia me mantenho no balé, no jazz e em danças urbanas, muito conhecidas como street dance. Mas fora do meio profissional, a gente arrisca o que vier pela frente!

Teria como listar quantas apresentações você já fez até hoje?

Nossa, acho que seria impossível, ou no mínimo gastaria todas as páginas desta revista (risos).

Ou qual foi a mais importante que marcou a sua carreira até hoje?

Cada apresentação tem um lugar especial no coração de cada bailarino, mas é impossível descrever a emoção de dançar no maior festival de dança do mundo, o Festival de Dança de Joinville. Foi realmente único e inesquecível.

O que é preciso fazer para começar a dançar?

Para dançar, de um modo geral, basta querer! Criar coragem de sair da zona de conforto e botar o esqueleto pra balançar!

Qualquer pessoa pode dançar independentemente da idade?

Com certeza, basta apenas escolher qual o estilo de dança que deseja e tentar se adaptar da melhor maneira possível, sempre sendo orientado pelo professor.

E para a mulherada, dançar ajuda a perder algumas calorias?

Certas modalidades de dança se encaixam mais nessa categoria “perda de peso”, como uma aula de ritmos variados, ou uma aula de axé, por exemplo. Com certeza, nessas aulas “aeróbicas”, a frequência cardíaca será bem mais elevada do que em uma aula de balé clássico, que é mais parada, focando mais no ganho de força e resistência muscular do que na perda de calorias.

Até quando pretende dançar?

Quando meu corpo não mais funcionar, espero poder dançar, nem que seja com a força do pensamento. Ou seja, pretendo dançar até que em mim não exista mais vida!

Você acha que a dança aqui no Brasil é bem divulgada? O público prestigia os espetáculos como na Europa e nos EUA?

Acho até que a divulgação existe, às vezes precária, mas existe. O fato é que há pouca verba/apoio para realização de espetáculos de dança num geral. São pouquíssimas as companhias que têm patrocínio de grandes empresas, talvez por já possuírem um “nome” e uma estrada de sucesso já traçada.  O que sobra para os grandes talentos que com certeza temos ainda em ascensão? Às vezes nem o apoio de uma gráfica para confecção de camisetas do grupo ou coisas básicas do tipo.

O público que prestigia os espetáculos se resume em classe artística e idosos. Os valores cobrados são elevados e muitas vezes inacessíveis às demais classes da população, que acabam preferindo ir a um cinema a ir a um teatro.

E as lesões. São frequentes ou é um esporte ainda suave, no qual se machuca pouco?

As lesões fazem parte do dia a dia de cada bailarino/professor que pratica a atividade com frequência e intensidade. Tanto profissionais como amadores podem sofrer lesões se não tiverem um profissional qualificado que entenda o mínimo possível de anatomia, fisiologia, cinesiologia, para orientar durante o exercício/prática da dança. E é claro que, quanto mais conhecimento do seu corpo e de seus limites, as lesões se tornam mais escassas, até inexistentes. Mas atenção: não devemos confundir lesões com dor. Esta está sempre relacionada à prática de atividade física, o que não impede sua realização. Como exemplo, temos dores musculares por esforço excessivo, hematomas, calos e bolhas decorrentes do uso de sapatilhas.

Você já fez alguma apresentação fora do Brasil?

Quando morei na Bolívia, em 2001, fiz aulas com dois mestres do Ballet Nacional de Cuba, realizando assim algumas apresentações como solista na cidade durante aquele ano.

Qual seria o seu maior sonho como bailarina?

Quando era pequena, meu maior sonho era fazer parte de uma grande companhia de dança internacional, um balé russo, americano ou francês. Mas hoje já estou em uma fase diferente da minha vida. Meu sonho é apenas poder fazer o que mais amo, que é dançar, e se possível sobreviver disso, passando meu conhecimento para meus alunos, podendo dar a eles a oportunidade de realizarem seus sonhos, sejam eles quais forem, dentro desse mundo lindo e mágico que é o da dança!

É possível contratar você/seu grupo para alguma apresentação especial, como evento de empresas, festas em geral?

Sim, fazemos bastantes apresentações em festas de clubes, fim de ano de empresas, danças em casamentos, festas de 15 anos, formaturas e intervenções do tipo flashmob, basta a pessoa interessada entrar em contato e especificar o tipo de dança, o tema da festa, que trabalhamos na coreografia e no figurino.

 Fotos: Christiano Cardoso/Estúdio Sports Mag