8 de novembro de 2013

Exercícios proprioceptivos para prevenir e tratar entorse do tornozelo

A entorse do tornozelo é a lesão que mais acomete o atleta. Pode ser classificada em três graus de gravidade, mas o mais comum são as entorses leves (grau 1), que, quando mal tratadas – e a maioria o é –, deixam a articulação do tornozelo instável, levando a uma alteração proprioceptiva de todo o membro inferior, alterando o funcionamento perfeito do corpo. É uma predição de lesão.

Para que isso não ocorra, é necessário que o tratamento passe por uma série de exercícios chamados proprioceptivos. São exercícios que estimulam o equilíbrio jun- tamente com o ganho de força e habilidade. Eles podem também fazer parte da prepara- ção física, sempre lembrando que estamos direcionando a atenção para o tornozelo.

Todo exercício é proprioceptivo, mas quando o objetivo é trabalhar especificamente a propriocepção, a articulação deve sofrer oscilações de diversas amplitudes e intensidades, para estimular os mecanorreceptores, treinando o sistema nervoso central para reconhecer a posição corporal durante as atividades executadas, sejam elas esportivas, sejam da vida diária, como subir ou descer uma escada.

Esse programa deve conter exercícios dinâmicos, multidirecionais e específicos de cada esporte ou atividade exercida pelo paciente. Por exemplo, os tenistas devem treinar desliza- mento lateral e anterior; um jogador de futebol deve treinar com exercícios que passem o pé sobre a bola, com outra pessoa tentando tirá-la; um jogador de vôlei deve treinar a queda/ aterrissagem em plataformas instáveis; os corredores, pequenas oscilações, simulando o sair e entrar na calçada.

Uma dica para elaborar o programa: “o mesmo gesto que lesiona pode curar”. Após en- tender perfeitamente como ocorreu a lesão, o fisioterapeuta vai criar exercícios que simulem, em baixa velocidade e com movimentos controlados, o mesmo gesto que levou o tornozelo a se lesionar. Aos poucos vamos aumentando a demanda, até chegar ao ponto de ruptura, treinando exaustivamente a articulação para o desequilíbrio provocado. Com isso ela aprende a ser estável.

Quando começar? Logo após a fase aguda. Quando o edema e a inflamação estiverem controlados, podemos iniciar as atividades proprioceptivas de baixa demanda. Verifica-se se o edema aumenta depois da sessão. Se isso acontecer, devemos diminuir a intensidade do exercício.

Quando terminar? O treinamento proprioceptivo e o treinamento de força devem perma- necer no condicionamento físico do atleta. Isso é uma maneira de prevenir futuras entorses e também aperfeiçoar o gesto do atleta.



Silviane Vezzani

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