Planejar para prosperar e comemorar

 

Dez anos da SPORTS MAG! Uma data que, sem dúvida, merece ser comemorada e lembrada por esta edição especial da revista. Como empreendedores e gestores, sabemos o quanto de dedicação e energia precisamos investir para o sucesso de um negócio.

Além de parabenizar toda a equipe por um projeto tão bem-sucedido, vamos também aproveitar este momento para resgatar uma das ferramentas de gestão que ajudam a levar as empresas adiante. Se pensarmos que, no país, cerca de metade dos empreendimentos fecha em três anos,(1) é preciso, de fato, fazer diferente para que, a exemplo da SPORTS MAG, mais iniciativas tenham uma trajetória firme e consistente.

Muitos fatores podem interferir no desempenho do negócio e, para lidar com a complexidade do ambiente de mercado, é essencial que tanto as novas empresas quanto aquelas já estabelecidas dediquem tempo e atenção ao processo de planejamento.

Sim, processo, porque um planejamento eficiente tem etapas e é dinâmico, vivo, aspectos que, às vezes, são pouco considerados nas organizações. É o caso do “planejamento de gaveta”, feito em um determinado momento e, depois, só revisitado no fechamento do resultado, quando não há mais muito a fazer.

Por outro lado, há situações em que as empresas se fixam de tal forma no planejamento que deixam passar oportunidades importantes, circunstâncias e eventos não previstos, os quais, se bem aproveitados, fortaleceriam a sua atuação.

No outro extremo, a cultura da urgência e o grande volume de questões operacionais que invade a agenda dos gestores acabam por comprometer as atividades estratégicas de elaboração e acompanhamento do planejamento, encaradas, em algumas situações, como tarefas sem efeito prático e pouco produtivas.

Cientes de todos esses desafios, devemos aproveitar a proximidade de um novo ano para pensar ou rever o que queremos para o nosso negócio.

Reunir informações sobre o ambiente de mercado, visualizar alguns cenários, entender o desempenho recente, valorizar as conquistas e identificar as oportunidades de melhoria estão entre as ações básicas do planejamento, que, nessa etapa, pode contar com o depoimento e a visão de clientes, fornecedores, colaboradores e demais stakeholders que se relacionam com o negócio.

Resgatar os objetivos mais desafiadores da organização e estabelecer as metas para o próximo ano, definindo indicadores claros e mensuráveis, são as fases seguintes. Quando trabalhadas com a participação da equipe, contribuem também para um maior comprometimento e engajamento do grupo.

Chegamos, então, ao plano de ação e, aqui, cabe uma reflexão: em vez de um detalhamento extenso e minucioso de tudo o que deve ser feito em 12 meses, por que não traçar as linhas gerais desse período, mas se aprofundar, com foco e concentração, nos próximos 90 dias? É uma forma de tornar o planejamento mais funcional e flexível, com espaço para oportunidades e alterações de cenário, situações que estão fora do controle da organização.

Para que este trabalho permaneça vivo, coerente e mobilizador, é importante realizar reuniões periódicas (quinzenais, mensais ou bimestrais, por exemplo, conforme a dinâmica da empresa), para acompanhamento e alinhamento, com uma avaliação do resultado mais recente e as ações já ajustadas e detalhadas para os próximos meses.

Há várias formas e orientações sobre como fazer um planejamento eficiente. O primeiro passo, entretanto, é entendê-lo como uma ferramenta que pode contribuir significativamente para o desempenho da organização e levá-la a comemorar muitos e muitos anos de sucesso, como a SPORTS MAG!

(1) Demografia das Empresas Brasileiras em 2010, pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE.