16 de setembro de 2015

Segundo circuito do Sonora Brasil Sesc apresenta as Violas Caipiras

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​Foto: Divulgação Sesc //

Série de espetáculos com os violeiros Levi Ramiro e Paulo Freire circulará em nove cidades gaúchas.

O Projeto Sonora Brasil Sesc traz ao Rio Grande do Sul o segundo circuito integrante da sua programação, que tem como tema Violas Caipiras. Entre 22 de setembro e 1° de outubro, os músicos Levi Ramiro e Paulo Freire (SP) levarão o espetáculo a nove cidades gaúchas: Canoas, Montenegro, Camaquã, Pelotas, Alegrete, Ijuí, Santa Rosa, Passo Fundo e Carazinho. Confira, abaixo, a programação completa.

A viola na Região Sudeste consagrou-se com as denominações caipira e sertaneja, a primeira relacionada às práticas mais tradicionais do meio rural e a segunda mais associada ao repertório desenvolvido em meio urbano, fundindo à base novos elementos técnicos e estruturais. No show, os músicos apresentam um repertório que trata desde exemplos remotos até a atualidade da viola, compondo um panorama do desenvolvimento do instrumento na região.

Além de violeiro respeitado por sua técnica, Levi Ramiro é detentor de conhecimento raro sobre gêneros como o cateretê e o cururu. Com base nos valores da cultura caipira, o músico celebra, em suas composições, a simplicidade da vida interiorana. Já Paulo Freire destaca-se como contador de causos acompanhado de sua viola. Também foi o responsável pela composição das músicas do seriado “Grande Sertão: Veredas”, na TV Globo. No currículo, também carrega trilhas especiais para matérias do “Globo Rural” e para o filme “Deus é Brasileiro”, de Cacá Diegues.

Na sua 18ª edição, o Sonora Brasil Sesc tem como tema principal Violas Brasileiras. O primeiro circuito, Violas Singulares, ocorreu ainda no mês de agosto. Violas em Concerto será o mote em outubro e Violas Nordestinas em outubro e novembro. Já Cantos de Trabalho circula pelas regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste em 2015 e chega ao Estado em 2016.

O Sonora Brasil cumpre a missão de difundir o trabalho de artistas que se dedicam à construção de uma obra não comercial. A formação de plateia é o que se busca por meio do contato do público com a qualidade e a diversidade da música, estimulando o olhar crítico sobre a produção e os mecanismos de difusão da música no país. O projeto busca despertar um olhar crítico sobre a produção e sobre os mecanismos de difusão da música no país, incentivando novas práticas e novos hábitos de apreciação musical, promovendo apresentações de caráter essencialmente acústico, que valorizam a autenticidade sonora das obras e de seus intérpretes.

Tema do Biênio 2015/2016

Violas Brasileiras traça um panorama da viola de cinco ordens e de variantes que apresentam características peculiares e regionalizadas do instrumento, relacionadas a práticas musicais restritas a ambientes geográficos pouco abrangentes. A viola caipira/sertaneja será representada por Paulo Freire e Levi Ramiro (SP); a viola do nordeste, reconhecida por acompanhar repentistas, será apresentada por Ivanildo Vilanova, Antônio Madureira e Cássio Nobre (PE e BA); a viola de concerto, apresentada por Fernando Deghi e Marcus Ferrer (PR e RJ); e as violas singulares, com suas peculiaridades e suas claras referências regionalizadas, serão apresentadas por Sidnei Duarte, Maurício Ribeiro e Rodolfo Vidal (MT, TO e SP).

Sonoros Ofícios – Cantos de Trabalho apresenta o canto como expressão musical relacionada às atividades laborais, fato social presente na cultura brasileira tanto no ambiente rural quanto no urbano, com registros que confirmam a sua existência já no século XVIII. Três grupos representam formas tradicionais relacionadas a trabalhos rurais: Destaladeiras de Fumo de Arapiraca (AL); Cantadeiras do Sisal e Aboiadores de Valente (BA) e Quebradeiras de Coco Babaçu (MA). O Grupo Ilumiara (MG), formado por músicos pesquisadores, apresenta repertório recolhido em pesquisas sobre diversas vertentes do tema.