Beach Tennis completa dez anos no Brasil e aponta crescimento no País e no exterior

Modalidade esportiva terá nesta semana a principal competição realizada no País, o ITF de Beach Tennis, na praia do Gonzada, em Santos. Em paralelo, haverá a realização da etapa São Paulo de Beach Tennis.

Em um País com 7.491 quilômetros de extensão litorânea, como é o caso do Brasil, que conta com um total de 2.095 praias no seu território, uma modalidade esportiva vem crescendo bastante desde sua chegada em 2008. Trata-se do beach tennis, ou tênis de praia, que há exatos dez anos chegou ao País após a criação do ITF Beach Tennis Tour (BTT) pela Federação Internacional de Tênis, sendo o esporte regido em nível nacional pela  Confederação Brasileira de Tênis (CBT) e no Estado de São Paulo pela Federação Paulista de Tênis (FPT).

Se naquela época haviam apenas 14 torneios no mundo no calendário do BTT, o esporte mostrou seu potencial de crescimento ao superar a marca de 320 eventos em 2017. Segundo o site da FPT, estima-se que haja no mundo mais de um milhão de praticantes do beach tennis. No Brasil, cerca de 60 mil pessoas praticam o esporte, seja nos litorais do País ou até mesmo em diversos clubes localizados em regiões metropolitanas ou no interior.

“O beach tennis tem uma importância muito grande para a FPT. É uma modalidade em crescimento e tem tudo a ver com o DNA da entidade, que gira em torno de torneios e competições focadas em desenvolvimento de jogos recreativos e a participação de toda família. Uma modalidade importante e super bem-vinda dentro da Federação. Estamos contentes com os resultados dos últimos cinco anos”, avalia Luiz Fernando Balieiro, presidente da FPT.

“Diria que o aumento no número de praticantes é de 150 a 200% ao ano aqui no Brasil, e também em outros países que também estão tomando gosto pelo esporte”, diz Roberto Fadul, diretor de beach tennis da Federação Paulista de Tênis. “O esporte ainda não é olímpico, mas trabalhamos para que, quem sabe, daqui três olimpíadas a gente esteja lá”, conclui Fadul.

O Beach Tennis surgiu na Itália, mais precisamente na província de Ravena, na década de 1980. Começou como uma brincadeira entre os italianos nas praias, com raquetes maiores do que as que existem atualmente, sendo chamado de racchettoni (o frescobol no Brasil). Enquanto os italianos são a principal potência mundial do esporte, o Brasil obteve destaque após o vice-campeonato mundial por equipes, em 2017, sendo apontado como segunda força no mundo.

Na decisão do Mundial de 2017 por equipes, disputado em Moscou, na Rússia, a equipe principal do Brasil foi derrotada por 2×0 pela Itália. No primeiro jogo, Joana Cortez e Rafaella Muller foram superadas pelas italianas Sofia Cimatti e Flaminia Daina por 2 sets a 1 (5/7, 6/4 e 6/4). Na segunda partida, Vinicius Font e Diogo Carneiro perderam para os italianos Luca Cramarossa e Marco Garavini por 2 sets a 1 (6/2, 5/7 e 6/2).

Em outros países o esporte também tem número significativo de praticantes, como Chile, Venezuela, Argentina, na América do Sul, França, Espanha, Holanda, Rússia, Portugal, República Tcheca, na Europa, Bermudas, Aruba, Curaçao, Porto Rico, México e Estados Unidos, na América do Norte e Central, além de Japão, Tailândia e Austrália no lado oriental.