Estrangeiros dominam o ITF de Beach Tennis

No masculino a vitória foi de Nikita Burmakin (RUS) e Alessandro Calbucci (ITA); entre as mulheres o título ficou com Patricia Diaz (VEN) e Flaminia Daina (ITA). Rafaella Miiller foi a única atleta do Brasil finalista nas duas principais categorias.

O público que lotou a arena do ITF de Beach Tennis na tarde do último domingo, na Praia do Gonzaga, em Santos (SP), assistiu confrontos entre os melhores beach tenistas do ranking mundial. Em comum nas duas principais finais, de duplas masculinas e femininas, foi o fato de se enfrentarem os cabeças de chave 1 e 2 do torneio. Entre os homens, a vitória ficou com Nikita Burmakin (RUS) e Alessandro Calbucci (ITA), ao baterem Michele Cappelletti (ITA) e Tommaso Giovannini (ITA) por 2 sets a 0, com parciais de 7/5 e 6/3. No feminino, Patricia Díaz (VEN) e Flaminia Daina (ITA) confirmaram o favoritismo e levaram o bicampeonato, triunfando por 2 sets a 0, 6/2 e 6/0, diante de Maraike Biglmaier (ALE) e Rafaella Miiller (BRA).

Para chegarem à final, as duas duplas finalistas do masculino viveram situações muito distintas. Enquanto os cabeças de chave 1, Cappelletti e Giovannini, venceram os brasileiros Ralff Abreu e Diogo Carneiro por um duplo 6/0, Burkmakin e Calbucci superaram Marcus Vinicius Ferreira e Thales Santos, ambos de Santos, por 2 sets a 1, parciais de 7/5, 4/6 e 6/0. Porém, mesmo com uma semifinal mais longa, a dupla ítalo-russa não sentiu o cansaço para garantir o título do ITF de Beach Tennis 15.000 H+.

“Esta é minha terceira vez no ITF de Beach Tennis em Santos. Sempre cheguei perto da vitória, mas, anteriormente, acabei perdendo em partidas muito equilibradas. Porém, desta vez, finalmente fui campeão, com meu novo parceiro, o Alessandro Calbucci. Fizemos uma ótima partida, vencendo nossos amigos Cappelletti e Giovannini, que também jogaram bem demais, o que me deixa satisfeito”, comemorou Nikita. “Gosto do Brasil e do clima, porque embora seja quente em alguns momentos, nestes dias tivemos tempo nublado, o que me favoreceu”, finalizou.

Campeão em 2016 ao lado de Michele Cappelletti, Alessandro Calbucci mostrou porque é atualmente um dos maiores beach tenistas da história da modalidade. “Foi um torneio bastante difícil, o que é muito bom para o nosso esporte, em grande crescimento. Antes da final, enfrentamos uma dupla santista muito forte e que nos deu bastante trabalho. Na decisão, os cabeças de chave número 1, o que mostra a grandeza da nossa vitória. Meu parceiro, o Nikita, jogou demais e se destacou. Foi incrível o que ele fez”, enalteceu Alessandro Calbucci. “Foi um jogo com um set apertado e o segundo com uma margem maior a nosso favor. Eles ainda conseguiram salvar dois match points, mas mesmo assim conseguimos garantir este título importante aqui em Santos”, completou Calbucci.

Bicampeonato ítalo-venezuelano

Após conquistarem juntas em 2016 o título da última edição do ITF de Beach Tennis realizado em Santos, a dupla Patricia Diaz e Flaminia Daina mostrou novamente que são praticamente imbatíveis na Baixada Santista. Porém, o caminho não foi fácil até a decisão. Na semifinal, Paty e Flaminia fizeram o jogo mais duro da chave feminina de duplas, contra as brasileiras Joana Cortez e Marcela Vita, vencendo por 7/6 (7-5) e 7/5, em mais de uma hora e meia de partida.

Já na decisão, contra as cabeças de chave número 1, a alemã Maraike Biglmaier e a paranaense Rafaella Miiler, a vitória foi tranquila, perdendo apenas dois games. “Estou muito feliz, porque focamos muito na nossa estratégia e treinamos demais para chegar até aqui. No final, deu certo e estamos prontas para o próximo desafio, o ITF de Beach Tennis em Fortaleza (CE), na próxima semana”, contou Patricia Diaz, cabeça de chave 2 ao lado de Flaminia.

“A Rafaella e a Maraike são jogadoras bem respeitadas por nós. São amigas que temos no beach tennis, conhecemos bem o jogo delas e por isso definirmos estarmos sempre muito próximas o tempo todo, a Flaminia e eu. Isso deu certo. Gosto muito de jogar com minha dupla porque nos momentos difíceis damos força uma para a outra. Estou satisfeita com o resultado”, comentou Paty Diaz. “Cada vez que venho ao Brasil fico impressionada. O esporte está crescendo e os organizadores fazem sempre o melhor”, completou a tenista venezuelana.

“Tivemos partidas muito difíceis para conquistar esse campeonato, contra jogadoras incríveis. Embora rivais em quadra, as meninas são nossas amigas, o que é bom porque temos um clima bacana, amigável. A Paty e eu jogamos realmente bem, estivemos juntas o tempo todo e isso faz a diferença no beach tennis. Agora precisamos celebrar bastante”, disse Flaminia. “Venho da Itália, o país do beach tennis. Mas, no Brasil, o ambiente é incrível. É maravilhoso jogar aqui. Agradeço a todos os organizadores, porque fico muito orgulhosa de fazer parte de um evento como esse”, concluiu a italiana.

Única brasileira finalista

Se o torneio foi dominado pelas estrangeiras, ao menos uma atleta brasileira conseguiu colocar o Brasil no pódio da decisão. Foi a paranaense Rafaella Miiller, tenista radicada em Balneário Camboriú (SC), número 5 do ranking mundial. “Um torneio bem legal e grande, com nível altíssimo. A minha companheira, Maraike, veio de uma semana em que não estava se sentindo legal, doente, e acabou sendo superação para nós. A decisão foi dura, não jogamos nosso melhor, enquanto elas foram realmente bem”, contou Rafaella.