Robert Scheidt vai se dividir entre a classe Star e a vela oceânica

Bicampeão olímpico confirma programação com a novidade de disputar a TP 52 Super Series e se mostra animado com o novo desafio de ser competitivo em duas categorias diferentes.

Robert Scheidt vai se dedicar entre um amor antigo e uma nova paixão em 2018. O bicampeão olímpico traçou os objetivos para a nova temporada ancorado em dois pilares, a Classe Star e a Vela Oceânica. Fora do ciclo para os Jogos do Japão, em 2020, o velejador de 44 anos se mostra animado com o desafio de se manter competitivo em duas categorias diferentes do iatismo.

“A temporada 2018 vai ser bem interessante, pois vou mesclar competições na Star, uma de minhas maiores paixões, com a grande novidade que será a campanha no TP 52, uma das grandes competições de Vela Oceânica do mundo”, explica o maior medalhista do Brasil, com cinco pódios, e que tem patrocínio do Banco do Brasil, Rolex e apoio do COB e CBVela. O novo projeto de Scheidt ratifica suas palavras ao anunciar, no fim de 2017, a desistência de lutar por uma vaga nos Jogos do Japão, quando garantiu que não se aposentadoria.

Scheidt vai integrar a equipe Phoenix na TP 52 e está animado. “É um projeto brasileiro, com tripulação quase integralmente nacional, boa parte composta por velejadores olímpicos. Serei o tático do barco e estou bem empolgado. É uma oportunidade legal de voltar a competir na classe oceânica em alto nível, retornar para esse mundo de barcos grandes em um dos melhores circuitos do mundo”, revela. Em 2001, como timoneiro do barco ESPN Brasil, ele ganhou o Campeonato Brasileiro, em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. Em 2009 e 2010, integrou a tripulação do italiano Luna Rossa na TP 52.

O Phoenix terá como comandante Eduardo Souza Ramos, velejador olímpico e um dos principais incentivadores da vela no País. André Fonseca, o “Bochecha”, também olímpico e veterano de Volvo Ocean Race, é quem está organizando a tripulação do baco que está em fase final de construção na Espanha e tem previsão de ir para água em abril. “Ainda não posso confirmar os demais nomes, mas boa parte da equipe já competiu junta em 2014, na TP 52 no projeto que também levava o nome Phoenix e comandado pelo Eduardo. Isso é bem positivo, porque já teremos uma equipe afinada e que conhece esse circuito, que é extremamente competitivo. Teremos alguns degraus para ir escalando, ninguém vai começar no topo, mas estamos animados. Temos pessoas capazes em cada posição para evoluir ao longo da disputa e, quem sabe, fazer bonito no final”, garante Robert.

A primeira disputa na TP 52 será em maio, em uma regata preparatória em Palma de Mallorca, na Espanha. Depois, serão cinco etapas da 52 Super Series 2018. “Teremos vários barcos que estarão na Americas Cup, o que garante o alto nível da disputa”, avalia Scheidt. O calendário terá as seguintes etapas: Sibenik 52 Super Series Sailing Week – 22 a 27 de maio – Sibenik, Croácia; 52 Super Series Zadar Royal Cup –19 a 24 de junho – Zadar, Croácia; Rolex TP52 World Championship Cascais 2018 – 16 a 21 de julho- Cascais, Portugal; Puerto Portals 52 Super Series Sailing Week –2 0 a 25 de agosto – Mallorca, Espanha; 52 Super Series Valencia Sailing Week – 17-22 de setembro – Valencia, Espanha.

Na Star, o grande objetivo de Scheidt é a SSL Finals, em dezembro, nas Bahamas, competição a qual conquistou a medalha de prata em 2017, ao lado do proeiro Henry Boenning, o Maguila. Antes, vai disputar o Campeonato Paulista, em Guarapiranga, na Páscoa. “Ainda avaliamos se vamos correr a Bacardi Cup, em março, em Miami. No segundo semestre, vou encaixar o Campeonato Sul-Americano, no Rio de janeiro, em novembro. Mas pode ser que eu ainda entre em mais competições. Tudo vai depender da agenda”, conta Robert.