Rodrigo Baptista é contratado pela K-PAX Bentley

Foto: Bob Chapman //

Após ano de estreia bem sucedido na competição norte-americana, em que competiu na categoria GTS, Digo agora estará em ação no campeonato da GT3.

A temporada termina com mais uma excelente notícia para o jovem Rodrigo Baptista, atual campeão da Porsche Império GT3 Cup. Em 2018, o paulistano de 21 anos correrá o Pirelli World Challenge (PWC) pela equipe K-PAX Bentley, como piloto contratado pela montadora. Assim, após o ano de estreia na PWC, em que obteve destaque com quatro vitórias em nove etapas na GTS e a quarta posição no geral, Digo, como é conhecido, competirá no campeonato de GT3, na categoria GTA (amador). Momento de muita comemoração para o integrante do HTPro Team.

“Este é um passo muito importante em minha carreira. Este ano conheci as pistas e a maneira que os norte-americanos trabalham. Com isso em mente, e com os bons resultados que tivemos com o Cayman GT4, creio que o passo natural para 2018 seria sentar no carro de GT3. E nada melhor do que começar o ano como piloto oficial da K-PAX Bentley no Pirelli World Challenge. Fico muito feliz com o convite para fazer parte dessa equipe tradicional no automobilismo dos EUA, ainda mais tendo como companheiro o português Álvaro Parente, campeão da categoria em 2016 e que conheço bem”, enaltece Digo.

Com a cabeça já na próxima temporada, Rodrigo Baptista explica o que muda ao sair da GTS para a GTA, além de avaliar em quais pistas norte-americanas poderá ter vantagem em relação aos adversários. “O carro que pilotei na GTS é completamente diferente da GTA. A potência praticamente duplica, o peso é muito maior e o volante fica do lado direito, porque é inglês. Sem falar nos meus adversários, já que na atualidade o Pirelli World Challenge na categoria GT3 não deve em nada a outros campeonatos do mundo como IMSA e Blancpain”, conta o piloto.

“Será um ano de muito aprendizado e tenho plena consciência de que podemos chegar para disputar o título da GTA. Dezenove corridas no total, sendo que em dez eu corro sozinho e, em nove etapas, com um companheiro no meu carro, nas chamadas “Sprint X Races”. Algumas pistas vão favorecer nosso carro, como Road America e Watkins Glen, e outras nem tanto, como as de rua de Saint Petersburg e Long Beach, mas creio que no geral estaremos competitivos desde a primeira etapa”, avalia Digo.

“No começo deste ano cheguei praticamente desconhecido aqui nos Estados Unidos. A partir da etapa de Lime Rock Park, em Connecticut (EUA), tudo mudou, e após as quatro vitórias de 2017, todas as equipes me viram de uma outra maneira, porque sabiam que eu nunca tive o carro mais rápido da GTS, mas era bastante constante. O resultado está aí. Agora é focar em 2018 e trabalhar duro para que essa boa fase só aumente”, finaliza.