Título do Força Bruta fica com os poloneses

Edição de 2018 do evento na modalidade strongman, o atletismo de força, lotou a Praça da Matriz de Cotia, na Grande São Paulo.

Quem compareceu à Praça da Matriz, na região central de Cotia (SP), município da região metropolitana de São Paulo, na manhã do último domingo, foi brindado com um verdadeiro show esportivo. No Força Bruta, competição de strongman (atletismo de força) realizada pelo sexto ano consecutivo no País, estiveram frente à frente quatro atletas entre os mais fortes do mundo, em um duelo emocionante entre Brasil e Polônia. Mesmo com o vice-campeonato, os brasileiros Marcos Ferrari e Tiago Aparecido fizeram bonito e levaram o público local ao delírio, em uma disputa equilibrada contra a dupla vencedora, formada pelos poloneses Mateusz Kieliszkowski e Krzysztof Radzikowski.

A primeira de três provas foi a do Medley, um circuito reunindo quatro fases. O início foi com o Martelo de Thor, com pesos de 15 kg em cada mão, na isometria de braços abertos e venceria quem ficasse mais tempo na posição. O Brasil começou bem, com Ferrari aguentando mais tempo do que Kieliszkowski. Em seguida, foi a vez de Tiago executar quatro repetições do Dumbbell (haltere fechado) de 100 kg ao lado de Krzysztof. Nova vitória do Brasil. Na sequência, Ferrari teve mais dificuldade para tombar duas vezes o pneu de trator de 400 kg e os poloneses passaram à frente, e encerrando o Medley em vantagem, após Krzysztof elevar uma pedra de 100 kg acima da cabeça antes de Tiago. Placar inicial, 5×4 para Polônia.

A segunda prova foi a do Deadlift, em duplas, com o levantamento de uma caçamba de lixo, com peso total de 1.350 kg. A altura da barra foi definida pela altura do atleta de menor estatura da dupla, com tempo máximo de duração de dois minutos. Com 15 elevações contra 11 dos brasileiros, os poloneses seguiram na liderança ao somarem mais um ponto, 6×4 no placar.

Por fim, a decisão ficou para o tradicional Atlas Stones (por cima de uma barra), com uma pedra de 140 kg e mais três pontos em jogo. Ou seja, caso vencesse, o Brasil poderia virar o placar. Nesta prova, o atleta tinha que jogar o atlas por cima da trave para o oponente. Quando cansasse, o parceiro dava continuidade, mas o primeiro não podia mais retornar para a competição. A disputa começou entre Tiago e Krzysztof. Quando Tiago não conseguiu mais atravessar a bola, foi a vez do duelo Ferrari x Kieliszkowski. O brasileiro fez bonito, mas no fim o polonês não apresentou cansaço e garantiu mais três pontos e a vitória por 9×4 para os europeus.

Campeões agradecem torcida e organização – Além de comemorar o título do Força Bruta, os vencedores da edição foram unânimes em comemorar o sucesso do evento, que é realizado desde 2013 no País. Para os poloneses, o principal foi poder sentir o calor do público brasileiro.“Krzysztof e eu formamos um bom time, porque nos ajudamos muito durante todo o tempo. Sabemos trabalhar como equipe e isso fez diferença. Na Polônia, nunca vi o público vibrar tanto como aqui, além de termos na arena muito mais pessoas assistindo do que em meu País. As pessoas gritam e apoiam os atletas, não há nada igual. Competir no Brasil é muito melhor. Se me convidarem futuramente, voltarei com o maior prazer”, disse Mateusz Kieliszkowski, vencedor do Força Bruta pela segunda vez na carreira.

“Esta é a oitava ou nona vez que venho para o Brasil competir, desde o primeiro Força Bruta em 2013 e também em todas as edições do Arnold Sports, no Rio de Janeiro e em São Paulo. Sempre quero voltar, porque aqui temos uma ótima torcida e pessoas fantásticas. A competição é perfeita, os equipamentos também. Tudo é muito legal. A organização se preocupa os atletas e sabe o que precisamos. É perfeito vir aqui”, destacou Krzysztof Radzikowski, que também avaliou a prova. “Uma disputa em equipe é interessante porque se um não está 100%, o outro pode se superar e equilibrar a dupla. Já quando é individual, você não pode errar e aí é mais difícil”, finalizou.