A encantadora Cholula – Parte I

Seguimos viagem para Cholula, para visitarmos uma amiga Mexicana, a Marisol. Pegamos o ônibus do aeroporto, com destino à Puebla, o que nos custou em torno de 180 pesos mexicanos.

Cholula.

A companhia é a Estrella Roja, e é simplesmente maravilhosa para um ônibus. Saída super pontual, logo na entrada eles dão um kit viagem, que inclui um refrigerante (da nossa escolha), amendoim, cookies, e pasmem, um fone de ouvido. Tomadas nas poltronas, wifi e uma tv para o entretenimento nas duas horas (sim, apenas duas horas) de viagem. Estava impressionada com um ônibus tão bom, para tão pouco tempo de viagem. E eu achando que não poderia melhorar, resolvo ir ao banheiro, e o banheiro minha gente, o banheiro…

Eu perdi minhas fotos (sim, eu me prestei a tirar foto do banheiro), mas basicamente, muito limpo, com espelho, e muitas luzes. Ah, sem contar que tinham dois banheiros e uma “sala” de espera. Tá, assim nem parece nada de mais, eu sei, mas comparando aos banheiros de ônibus que encontramos aqui no Brasil, não tem como não ficar impressionada

Ok, três parágrafos para o banheiro foi demais, vamos ao que interessa.

Cholula é como se fosse a região metropolitana de Puebla, onde se encontram muitas igrejas – dizem que são 365 – e a maior pirâmide do mundo. Você consegue enxergar a pirâmide de toda a cidade, porém, quando os espanhóis chegaram em Cholula, a pirâmide estava degradada e coberta de plantas e árvores, então acharam que era um cerro, e quando descobriram que se tratava de uma pirâmide, construíram a Igreja Nossa Senhora dos Remédios no topo, seguindo as tradições de construírem igrejas sobre locais que existissem qualquer templo de adoração.

Construção espanhola em cima da Pirâmide.

O que eu achei interessante na visita, é que podemos entrar na pirâmide para sentir –  ou não, pois é bem claustrofóbico – um pouco mais de como era a vida lá dentro. A subida para a Igreja é bem cansativa, e o calor é intenso, mas vale a pena, pela vista da cidade, e pela beleza da Igreja, tomada de ouro por dentro. Não se pode tirar foto dentro da Igreja, infelizmente.

Vista de Cholula.
Igreja Nossa Senhora dos Remédios

Igrejas, igrejas e mais igrejas. Não vou citar todas aqui, até porque visitar igrejas não é uma das coisas que mais me agradam em viagens, mas as Igrejas que visitamos na cidade realmente são bonitas, e foi legal presenciar toda religiosidade que envolve a população.

Igreja de Santa Maria Tonantzintla

Cholula é boa para as compras de presentinhos, e artesanato local. Preços ótimos, comparados aos das cidades turísticas, e muita qualidade nos artesanatos. Outra qualidade de Cholula é a comida. Confesso que foi um dos melhores lugares em que comi no México, e ali provamos o famoso Mole Poblano, e o original. Gostoso, mas ao meu paladar uma vez foi suficiente.

Centro histórico de Cholula

Falando em coisas diferentes, você pode experimentar os chapolines, que são os grilos, acompanhados de um limãozinho, e se quiser ousar mais, com uma cervejinha. Meu prato favorito foi a Arrachera, que é um tipo de carne, e vem acompanhada de saladinha, guacamole, totopos, e o clássico frijole. E entre os bem típicos, as picaditas, que são as tortillas, com frijoles, crema e queijo. Uma delícia!

Isso, e muito mais você pode experimentar no Zócalo da cidade, com muitas opções de restaurantes nos seus arcos.

Zócalo e os arcos

Na parte II, contarei mais sobre Cholula, sua bebida típica, e um pouco da noite cholulense, que também considerei uma das melhores da viagem.

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Para a entrada na Pirâmide de Cholula você pagara cerca de 60 pesos, e ainda pode pagar por um guia, caso queira. Se você não quiser gastar, pode fazer a visita, sem conhecer o interior da Pirâmide, e pagará um pouco menos pela zona arqueológica. Pelo valor, acredito valer a pena entrar e conhecer.

Texto: Diana Pinto / @ababelada