Buenos Aires, de passagem – Parte I

Olá, sou Diana Pinto, turismóloga por formação e amante de viagens. À partir de hoje escreverei algumas das minhas histórias aqui na Sports Mag. Sejam bem vindos ao meu espaço, onde vocês poderão acompanhar minhas viagens pelo mundo, e por cada canto explorado dessas cidades.

Há muitas formas de se chegar em Buenos Aires, mas eu optei pelo ferry, saindo de Colonia del Sacramento. Opção com o custo um pouco mais alto, se deixado para última hora. O conselho é se antecipar um pouco e partir para a companhia de baixo custo, que é a Colonia Express. Optamos pelo horário do fim da tarde, para chegarmos na noite e podermos aproveitar bem os míseros dois dias que teríamos para visitar a cidade.

Procedimento do ferry igual procedimentos de aeroporto, e fomos recebidos com um lindo pôr-do-sol, como vocês podem ver abaixo 🙂

Ferry de Colônia para Buenos Aires.

Chegamos tarde em Buenos Aires, e fomos para o hostel, localizado na rua Florida, no centro da cidade. O hostel “Suites Florida¨, da rede HI, não me agradou, pelo simples fato de que eu gosto de hostels pequenos ou médios, que tenham espaços para as pessoas se conhecerem, mas esse hostel é um prédio com alguns andares, e cada andar é um corredor de quartos, ou seja, você não se obriga a passar pelos locais de convivência, e acaba passando direto da rua para seu andar. Claro, para quem está atrás de festa, lá é uma excelente opção, pois o hostel conta com uma balada dentro. Por ser no centro, é bem localizado e próximo de tudo, incluindo transporte público, porém, centro é centro em qualquer lugar do planeta, e não me agradou muito, e também não me senti muito segura em alguns momentos. Quero voltar para ficar em outra região. Alguém tem alguma indicação boa de estadia por lá?

Dos lugares que mais queria conhecer em Buenos Aires, era o Caminito, e foi o primeiro lugar que rumamos na nossa visita, claro, sem antes deixar de passar no Havana, para tomar um café da manhã. Estávamos ainda meio perdidas com a variação do câmbio, e tomamos um tufo, quando fizemos a conversão e vimos que pagamos quase R$20 por um suco e uma torrada. Ok, “bobeirices” acontecem, até mais de uma vez, do tipo que esquecemos que tinha fuso entre Argentina e Uruguai, e compramos a passagem de volta para Montevideo em um horário que iríamos perder o ônibus, com certeza, mas isso fica para outro post, e também fica a dica para não se perderem nessa.

Para andar de ônibus e metrô, é recomendado ter moedas, ou então fazer o cartão Sube, e carregar uma quantia boa já para os dias que você ficará pela cidade. Prático e rápido, tendo em vista, que é muito raro conseguir moedas.

Da calle Florida, caminhamos até a avenida Corrientes, e pegamos o ônibus 29 com sentido Caminito. Descemos bem em frente e no meio de um monte de turistas, e vendedores, e dançarinos de tango e tudo mais que envolve qualquer rua turística. Achei bonito, e como eu esperava, mas confesso que não sabia que a rua era completamente montada para o turismo, o que me deixou um pouco decepcionada.

Caminito

Vale a visita, para tirar umas fotos bem legais e coloridas. Quem quiser perder um tempinho a mais lá, pode aproveitar os restaurantes e cafés, bem charmosos, e também ir até o estádio do Boca. Fizemos o Caminito pela manhã, o que dá tranquilamente, e voltamos a tempo para almoçar pelo centro, e ir a um Free walking tour, do qual contarei um pouco mais no próximo texto. Não percam!