Buenos Aires, de passagem. Parte III

Do Centro da cidade, você pode ir caminhando sem destino, como fizemos, e ir até a Recoleta. Caminhada agradável e cruel num calorão de janeiro, e chegamos, com a pressão lá no chão, mas vivas!

Centro.

Conforme íamos saindo do centro, as “calles” me agradavam cada vez mais. Tudo estava ficando charmoso, com lojas estilosas e cafés por todos lados. Almoçamos em frente ao cemitério da Recoleta, e claro, já que estava ali, não pude deixar de entrar no cemitério e ir até o túmulo da Evita. Nada de mais, ao meu gosto, mas para quem curte esse estilo de turismo, compensa a visita.

Não tenho fotos dessa região, devido a queda de pressão, mas vida que segue, e do cemitério, iríamos a pé até o Malba – Museu de arte latino americana de Buenos Aires – para eu ver o tão esperado quadro da Tarsila do Amaral, ao vivo e em cores.

No caminho para o Malba, está a famosa flor de metal, a Floralis Generica, que foi presenteada para a cidade, pelo arquiteto argentino, Eduardo Catalano. A grande atração da flor, é que ela possui mecanismos elétricos, em que ela se fecha toda noite, no pôr-do-sol, e se abre às 8h da manhã. Eu não vi abrir, nem fechar, e nem sei se está funcionando ainda, mas vale a visita, até pelo fato de ela se encontrar em um parque, então você pode dar uma relaxada na grama.

Floralis Generica.

Uma dica: nunca façam a cidade inteira a pé em janeiro, no calor de 30 e tantos graus. É impossível! Obviamente tivemos que pegar um táxi até o museu, pois a pessoa que vos escreve estava morrendo desidratada. Acontece.

Ar condicionado, a alegria do dia! Mas não mais do que ver o “Abaporu”, e outras obras encantadoras do museu, assim como algumas obras interativas, e criativas, adaptados do conceito de neoconcretismo, que muito me agrada.

E esse dia parece que não acaba nunca mais, tem que ter disposição!

Do Malba – morrendo – pegamos um ônibus direto para a região de San Telmo, afinal eu queria muito encontrar com a Mafaldinha também.

San Telmo é um dos bairros mais antigos de Buenos Aires, com muitas casas em estilo colonial, ruas de pedras, antiquários e briques por todos os lados, conhecido como o bairro dos artistas e boêmios. Se eu me identifiquei? É óbvio! (Não que eu seja artista, mas só por falta de dom mesmo)

Começamos a andança pelo Mercado de San Telmo, com relíquias de todos os estilos que você possa imaginar, por preços incrivelmente baratos também. Além das relíquias, o mercado tem bancas de alimentos,  como frutas, peixes, carnes, queijos, etc. Aquelas coisas típicas de mercados públicos. Adorei, e recomendo! Para os presentinhos para a família e os amigos, é uma ótima opção.

Mercado San Telmo.
Mercado San Telmo.

Seguimos andando pelas ruas, e pelas lojas encantadoras, até encontrarmos o banquinho da Mafalda. Coisa mais fofa, gente!

Após toda “paparicação” em cima da Mafalda, e mortas após tanta caminhada, nada mais justo que parar no bairro boêmio da cidade, para um “happy hour”, em algum dos botecos que se encontravam cheio de gente bonita e feliz.

Vale a pena fazer Buenos Aires em dois dias? Não, não vale. Mas se é o tempo que você tem disponível para essa viagem, você consegue aproveitar, sim!

Se você já quiser a dica dos endereços, e umas coisinhas mais, se liga no próximo post, que estará tudo lá 🙂

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Texto: Diana Pinto / @ababelada