Chichen Itza, uma das novas maravilhas do mundo.

Em 2007, Chichen Itza foi eleita uma das novas maravilhas do mundo, e desde então é o segundo ponto turístico mais visitado do México.

Reservamos o tour para Chichen Itza com um conhecido do hostel, porém você consegue fazer essa reserva em qualquer lugar da quinta avenida de Playa del Carmen, e ainda negociar bons descontos.

A van nos buscou cedo no hostel, e nos levou até um ônibus para continuarmos o trajeto até a zona arqueológica. Ônibus bem precário, com o banheiro trancado, e um guia que não parava de falar um minuto. Três horas de viagem, sem banheiro, não dava. Resultado: um guia puto da cara com as pessoas (sim, nós) que sugeriram fazer uma parada para ir ao banheiro. Fala sério, né?! Desnecessário.

Nesse meio tempo de viagem, ele contou sobre o calendário maia personalizado, que poderia ser encomendado, e feito por pessoas da região, com um tipo de papel exclusivo, que confesso, não lembro do que era. Na hora que ele falou, fiquei bem empolgada, mas quando vi o que era o calendário, não curti. Achei a fala do nativo bem turística, bem comercial, e sim, mesmo sendo uma turismóloga e compreender tudo isso, não me agradou. Não sou adepta de lugares extremamente turísticos, e confesso que já estávamos começando a ficar sem paciência.

O sítio não é muito grande, e conta com histórias bem interessantes dos maias. Nesse ponto, valeu ter contratado o tour com o guia.

Como o lugar é aberto, não se esqueça de colocar um protetor solar, e um chapéu, pois faz muito calor. Vale a caminhada por todo sítio, e também olhar os muitos souvenirs que os milhares de vendedores ficam negociando dentro do sítio. Alguns souvenirs não encontrei em outros lugares do México, e os preços são sempre negociáveis. Não levei nada, mas fica a dica.

Dentro de Chichen Itza, existe um cenote sagrado, onde as vítimas de sacrifícios humanos eram jogadas.

No caminho de volta, passamos em um restaurante tradicional mexicano, com buffet e danças típicas, com pedido de dinheiro no final, obviamente. A comida estava bem simples, mas gostosa, com jeito de comida caseira.

De lá seguimos para um dos mais famosos cenotes do México, o IK Kil, no qual era sagrado para os maias fazerem rituais e relaxarem. O cenote é basicamente uma caverna aberta, com peixes e pequenas cachoeiras. O complexo de Ik Kil é bem turístico e conta com restaurante, hotel, loja de souvenir e aluguel de snorkel. Achei bem bonito o cenote, mas como estava chovendo muito, e um pouco frio, resisti a pular dentro da água.

Se você quiser, você consegue ir por conta própria – através dos ônibus da ADO – para Chichen Itza, porém vai ser bem trabalhoso. Caso você tenha um bom tempo disponível, acho válido, até para conseguir chegar em um horário em que o sítio não está atrolhado de ônibus de turismo.

Para quem não tem o tempo disponível, e disposição para indiadas, vale a pena sim, pegar o tour de dia inteiro. Afinal, você não deixará de conhecer uma das novas maravilhas do mundo, estando tão perto, né?!

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O valor da entrada em Chichen Itza fica na média de 100 pesos e abre das 9h às 17h. Existe um hotel bem próximo das ruínas, caso você deseje passar a noite. 

O cenote Ik Kil tem o custo de 70 pesos, e abre das 8h às 17h. 

Texto: Diana Pinto / @ababelada