Jorge Ben Jor e banda do Zé Pretinho voltam a Porto Alegre

Por: Thaiane Estauber | Foto: Bob Wolfenson //

Integrando a Agenda Cultural Oi Araújo Vianna, o cantor e compositor carioca fará nova apresentação de sucessos na Capital.

Jorge Ben Jor já tem data marcada para voltar a Porto Alegre. Reunindo os maiores hits de sua carreira, o cantor e compositor fará show na capital dia 23 de outubro, às 21h, como parte da Agenda Cultural Oi Araújo Vianna. O carioca subirá ao palco acompanhado pela Banda do Zé Pretinho, formada por Lucas Fernandes (bateria), Neném da Cuíca, Dadi Carvalho (baixo), Marlon Sete (trompete) e Jean Arnout (saxofone). A apresentação é realizada pela Opus Promoções e a Agência Produtora. Os ingressos estão em fase de pré-venda exclusiva para clientes Oi e começarão a ser vendidos para o público em geral no dia 27 de agosto. Confira o serviço completo abaixo.

Com uma carreira longa e repleta de êxitos, mais de 20 discos lançados, Jorge Ben Jor é um dos principais nomes do suingue e do sambalanço, gênero que o músico criou e popularizou. Sua primeira composição, Mas que Nada, já foi gravada por Ella Fitzgerald, Julio Iglesias, Milton Nascimento, Paulinho Nogueira, Sérgio Mendes e a banda The Black Eyed Peas. Em sua agenda de shows permanentemente lotada, o artista inclui os clássicos eternos que todo mundo sabe de cor e que têm tudo para animar a festa. Salve simpatia!

JORGE SOBRE JORGE

O poeta e músico Jorge Mautner filosofando sobre Jorge Ben Jor em seus “Panfletos da Nova Era”, de 1980.

Jorge Ben, alquimista, sábio, que sabe ser a mitologia negra em igual valor-poder-potência-qualidade-relevância à mitologia dos Antigos helenos que em vão a Alemanha e toda a Europa tentaram imitar. (…)

Jorge Ben e seu Flamengo, seu futebol, suas mulheres com nomes de flores, sua mitologia absolutamente popular, urbana & cósmica, sensual e ideogrâmica “chove chuva, chove sem parar”. Um paradoxo harmonizado: revolucionário e machista!

Sorridente como todos os superiores crânios, da cultura negra do País de cultura nascente, é um tranquilo navegador de oceanos por vezes hostis (como quando de seus inúmeros boicotes por parte desta mesma inteligentzia (burrítzia?) nacional na época da jovem guarda, etc.). Sua imediaticidade direta ideogrâmica ao invés de ser estudada e respeitada foi ridicularizada como “oportunismo”, evidente projeção destes colonizados e complexados escribas acadêmicos para cima de Jorge.

Sábio, naturalmente participante desta cultura nova equivocadamente batizada pelos inimigos de “inferior” “primitiva” “oportunista” “superficial”, sempre confiou em sua intuição soberana. Já intuiu há tempos atrás o soul music, o disco, e foi um dos primeiros a sincretizar o rock, mais do que Roberto Carlos ou Erasmo, em sua definitiva e profunda aparição nacional contemporânea. Por vezes exagerado em sua facilidade de comunicação imediata com os mitos e atmosferas da nação jamais porém deixou de ser autêntico. Sabedoria malandra e filosófica, integrado e simultaneamente à parte do todo de sua classe artística, é hoje ainda, um dos pioneiros, mesmo que, ao contrário de Gil, sua novidade nunca se apresente como inclusão de dados novos e reatualizados, mas sim como aquela novidade eterna da repetição do batuque da eterna alegria que diz sim ao próprio não, Gil e Caetano são além-dialéticos, Einsteinianos, Heraclitianos, Jorge Ben é Parmênides, mas como já nos ensina Heidegger e nos ensinam Cae e Gil e Jorge Ben, Parmênides que diz tudo estar parado é igual a Heráclito que afirma tudo estar em movimento.

Duração: 120min

Classificação: Livre

SERVIÇO

Dia 23 de outubro

Sexta, às 21h

Local: Auditório Araújo Vianna (Av. Osvaldo Aranha, 685)

www.oiaraujovianna.com.br