Magdalena Carmen, a famosa Frida.

Um dos lugares que estavam entre minhas prioridades de visitas no México era o museu de Frida. Eu sempre considerei ela um exemplo, por ter passado por muito sofrimento em sua vida, e ter conseguido transferir tudo isso em arte, se tornando um ícone.

Casa Azul.

Frida nasceu na Casa azul, em Coyoacán, que na época era uma cidade nos arredores da Cidade do México, e atualmente se tornou um bairro, que por sinal, é considerado um dos mais bonitos da cidade, e particularmente, eu achei muito charmoso e conservado. Você se esquece por umas horas o caos da Cidade do México.

Coyoacán.

Magdalena Carmen Frida Kahlo Calderón nasceu em 1907, e desde criança já sofreu com doenças, quando contraiu poliomielite aos seis anos, consequentemente sofrendo uma lesão na perna direita, que ficou mais curta, e então começou a usar o que veio a se tornar sua marca: as saias longas e exóticas.

 

A marca de Frida.

Aos dezoito, sofreu o acidente que quase a levou a morte, e teve que usar diversos coletes ortopédicos, que inclusive os retratou em  pinturas, como a mais famosa “a coluna partida”, entre outras.

Esse quadro representa Frida com seu colete ortopédico e a saia que cobre sua deficiência, suas heranças culturais e convicções políticas. Neste quadro, ela parece experimentar uma milagrosa cura e uma liberdade do trauma que sofreu, ao desejar suas muletas e segurar seu livro.

Na maioria de suas obras, Frida fez seu autorretrato, com suas angústias, medos, vivências e o amor incondicional por Diego Rivera, pintor e muralista mexicano, com quem teve um relacionamento complicado, rodeado de traições, e ainda passou por três abortos.

Durante o dia, Frida ficava em uma cama com um espelho, que utilizava para os autorretratos, onde repousa sua máscara de morte,  e durante a noite usava outro quarto, com uma coleção de borboletas, em que foi presenteada por um amigo escultor.

Uma coisa muito interessante que encontrei no museu foram os macaquinhos em cada sala – que representam seu macaco de estimação – com brincadeiras para entreter as crianças nas visitas.

O museu é grande, e sua história maior ainda. Se prepare também para gastar um pouco na loja de souvenir. A loja é cara, mas algumas coisas são exclusivas.

Queria ficar contando muito mais aqui, mas não dá, né?! Então recomendo a quem ainda não assistiu ou leu algo sobre a vida de Frida, dê uma pesquisada, que vale a pena.

Atelier.

A visita vale a pena, e recomendo chegarem cedo, pois a fila fica grande a partir das 11h. O ingresso da casa azul dá direito a uma visita gratuita no museu do Diego Rivera. Infelizmente não consegui visitar, pois funcionava apenas de quarta a domingo, e estávamos em uma terça, então se você quiser programar para visitar os dois museus, fique atento aos dias.

Nos próximos posts contarei as últimas da Cidade do México e o nosso próximo destino: Cholula. 

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A Casa azul se localiza na Rua Londres, 247. Abre de terça a domingo, e você pagará 200 pesos durante a semana, e 220 pesos no final de semana, além da taxa extra de 30 pesos, caso queira ter a permissão para tirar fotos.

As visitas guiadas ficam bem salgadas, mas acredito que deva ser muito interessante, e além das visitas normais, existem visitas noturnas em dias específicos.

No site do museu, você encontrará maiores informações, e dicas para sua visita.

Texto: Diana Pinto / @ababelada