Onde (não) dormir na Cidade do México?

Para me conhecerem um pouquinho mais, sempre que viajo, costumo ficar em hostel, e sempre busco algo mais moderno, limpo e voltado para interesses similares aos da minha idade. O espírito segue jovem, mas conforme os anos vão passando, vamos ficando mais exigentes. Concordam comigo?

Tivemos três experiências de hospedagem no DF, em locais bons, mas uma normal, uma péssima, e uma boa. Vamos lá!

Massiorare El Hostel

O hostel fica localizado no centro da cidade, próximo de comércios, restaurantes e mercados. Centro é centro, então a noite, tudo fecha e fica meio escuro e vazio. Nós não arriscamos sair a pé a noite. Se você não gosta de subir escadas, ou está com uma mala grande e pesada, nem cogite ficar ali, pois ele está no quarto andar de um prédio antigo, ou seja, você sobe os lances normais de escada, e depois ainda tem uma bem estreita até a recepção.

Pessoal muito simpático, uma artista russa que desenha pelas paredes do hostel, decoração bem “clean”, e limpo. Enquanto estivemos lá, estava meio vazio, e o pessoal meio cansado, então não rolou muita interação além dos papos básicos do jantar, tão comuns em hostels.

Recepção.
Área de convivência.

Como já havia comentado anteriormente, a população no México é muito ligada a sustentabilidade, e no hostel tivemos um exemplo inteligente de reaproveitamento de água.  Além disso, na cozinha, lixeiras para todos tipos de lixo, totalmente organizados. Cozinha pequenina, mas suficiente para guardar suas comidas e bebidas, com direito a copos de casa de vó. Adorei!

O hostel conta ainda com um terraço no último andar, que é ótimo. Vista legal da cidade, para a Torre Latinoamericana, e um espaço bom para descontrair e tomar uma cervejinha no fim do dia. E se você der sorte que nem nós, terá uma visão de uma super lua cheia iluminando tudo.

 

terraço

Hostal Boutique La Tercia

Encontramos esse hostel por acaso em um passeio pela Zona Rosa, e ficamos encantadas pela simpatia do Gabriel, que nos atendeu e mostrou todo hostel, lindo, limpo, banheiro espaçoso, quarto com luminárias e tomadas individuais (quem fica em hostel sabe como isso é essencial), um terraço com cadeiras de praia, e mais uma área externa com vista para a rua. Reservamos para nossos últimos dias na cidade, já que a intenção era relaxar.

Eis que chegamos lá, por volta das 11 da noite, achando que teríamos duas super noites, com chuveiros maravilhosos, para poder descansar de toda viagem, e adivinhem? Simplesmente reservaram o hostel inteiro para um grupo de dança, e nós, com perdão da palavra, nos fodemos! O recepcionista, bem mal educado inventou uma desculpa clássica de que um cano havia estourado, e tudo estava alagado. Ok, senta lá, Cláudia!

Não julgo, já trabalhei em hostel, e sei como algumas coisas funcionam,porém o mínimo que o recepcionista deveria ter feito, era ter nos dado um suporte para encontrar um lugar para ficarmos tarde da noite, ou ter encontrado uma solução alternativa. Após um pequeno surto de cansaço (foi necessário, eu juro), ele nos oferece um quarto, ótimo, mas com duas camas, e nós éramos 3. Colchão extra? não existia. Bom, fomos para o chuveiro para ter ao menos um super banho, e “tchãrã”, água geladinha para o frio da cidade do México! Uma delícia! Tivemos uma noite péssima, mas imprevistos em viagens acontecem, e temos que manter o bom humor, não é mesmo?!

Gabriel foi um querido e em todos os momentos tentou nos ajudar no que podia, e sábado pela manhã nos transferimos para o hostel “Dos Fridas Y Diego”.

Nada melhor que um hostel super temático para finalizar nossa visita ao México. Lugar muito simpático, em um bairro de casas muito charmosas. Apenas um quarto compartilhado, e o restante privado. Muitos banheiros, chuveiro quente – até demais – limpo e aconchegante.

O valor do hostel é um pouco mais elevado que os outros, e o café é opcional. Para quem pagar, é bem servido. Nós não pagamos, e tomamos café em um lugar próximo que era sensacional, para começar o dia com música boa, e comida boa.

Acabou que todas as pessoas que estariam hospedadas no La Tercia, foram transferidas para o Dos Fridas, então o quarto ficou cheio. Até aí, tudo bem, o que eu achei estranho é que o hostel é administrado por uma família, e inclusive, eles usam os quartos. Sei que acordei com uma criança e a mãe na cama ao lado. Ok, né?!

A parte da família não nos atrapalhou em nada, eles são muito simpáticos, porém, se você busca um ambiente de hostel, ali não é seu lugar. Valeu por ser nossa última noite, estarmos perto da zona de festas, e podermos descansar.

Lugares bons, diferentes um dos outros, mas não me agradaram 100%, não sei se em uma nova visita ao México, ficaria em algum dos três novamente, porém, recomendo para quem quiser tentar, afinal de contas, nem sempre todas experiências são iguais, e alguns anos se passaram, então muita coisa pode ter mudado 🙂

Se você tentar algum, me conte!!!

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O café super charmoso e delicioso se chama Bravo Loncheria, e fica na rua Rio Sena, 87.

O Massiosare Hostel se localiza na rua Revillagigedo, 47.

O Hostel Boutique La Tercia se localiza na rua Gênova, 75. Quase em frente ao metrô Insurgentes.

O Hostel Dos Fridas Y Diego se localiza na rua Rio Tigris, 128.

Texto: Diana Pinto / @ababelada