Sepultura: ingressos no segundo lote

Foto: Melissa Castro //

O “Machine Messiah”, já considerado o melhor trabalho da banda desde a chegada do vocalista Derrick Green, subirá ao nosso palco, no dia 16 de dezembro, com a promessa de casa cheia. Isso porque os ingressos acabaram de passar para o segundo lote e continuam à venda nas lojas Youcom e pela página www.blueticket.com.br/grupo/opiniao, só que com um novo valor a partir de agora.

Misturando o seu repertório mais recente com as grandes composições dos seus mais de 30 anos de estrada, o Sepultura dará destaque para as rápidas e pesadas “I am the Enemy” (https://youtu.be/pCEe44CgyAM) e “Phantom Self” (https://youtu.be/a0mDeaivvi8), escolhidas para serem os dois primeiros singles do disco, e aos hinos “Inner Self”, “Roots Bloody Roots”, “Refuse/Resist”, “Territory” e “Biotech is Godzilla”.

SEPULTURA (POR DOM LAWSON)

Formado em Belo Horizonte, em 1984, o Sepultura não precisou de muito tempo para se tornar uma das principais figuras do cenário underground nacional, que florescia para o thrash metal naquela época. Com uma sonoridade inventiva, ao mesmo tempo crua e primitiva, a banda rompeu preconceitos ao fixar a América do Sul no mapa do som pesado, desde os seus primeiros álbuns: “Morbid Visions”, “Schizophrenia” e “Beneath the Remains”. Obstinados a viajar para qualquer parte, o grupo construiu uma das bases de fãs mais dedicada do planeta e, enquanto na década de 90 muitos tentavam se firmar comercialmente, os mineiros conseguiram isso em 1993, com “Chaos AD”; e em 1996, com “Roots”, clássicos que provaram ser extremamente influentes sobre várias gerações.

A saída de Max Cavalera, em 1997, poderia ter descarrilado um grupo menos focado, mas mais tarde, naquele mesmo ano, a convocação do vocalista Derrick Green se provou um golpe de mestre. As duas últimas décadas assistiram o Sepultura evoluir, diversificar e prosperar com uma sucessão de registros devastadores, que adicionaram muita profundidade à ilustre biografia da banda. Da euforia causada pelo primeiro registro de Green com o grupo, “Against” (1998), para o extremamente aclamado “The Mediator Between Head and Hands Must Be the Heart” (2013), o progresso do Sepultura tem sido perpetuado com a sua integridade artística impecável.

Cada vez mais reverenciada como uma banda ao vivo, destruidora e estimulante, o grupo formado por Derrick Green (vocal), Andreas Kisser (guitarra), Paulo Jr. (baixo) e Eloy Casagrande (bateria) celebrou recentemente 30 anos de existência com uma turnê mundial. Avançando para 2017, a banda lançou um álbum que reafirma o seu status de porta-estandarte da música pesada brasileira. Com a gravação comandada por Jens Bogren, “Machine Messiah” não é apenas o 14º disco de estúdio do Sepultura, mas é também o mais completo e envolvente álbum que o grupo fez na era Derrick Green.

Alternando entre a majestosa ameaça da faixa título à fúria total do thrash metal clássico em “I am the Enemy”, passando também pela revolta esotérico-percussiva de “Phantom Self” e pelo dark metal “Sworn Oath”, “Machine Messiah” atinge um equilíbrio. É um álbum com músicas meticulosamente elaboradas e com momentos individuais de cair o queixo, alcançando ainda um revigorante crescendo em “Cyber God”, que tem um dos melhores solos de Kisser até hoje, com elevações e descendências. “Sempre colocamos 100% da nossa energia e paixão. Derrick fez o seu melhor trabalho nesse álbum e a sua voz está fantástica! Acho que esse é um dos nossos melhores álbuns”, avalia o guitarrista.

Mesmo que “Machine Messiah” esteja surgindo em um mundo conturbado, o álbum está garantido para levantar o espírito e a lealdade de qualquer metalhead, seja ele um fã das antigas da banda ou não. “É um privilégio estar no Sepultura, que completou 32 anos de carreira em 2017. Esses tem sido os melhores dias de todos para nós”, revela Kisser. “Demoramos um pouco para reconstruir as coisas, mas estamos em um bom lugar agora. Eu amo excursionar e o palco é onde o tempo para e você perde a conexão com a realidade, vai para um outro. Para mim, isso é vida – pura vida – e não vejo a hora de viajar mais uma vez”.