Tulum, entre cobras e lagartos

Depois de quatro dias em Playa del Carmen, com chuva, tempo nublado, e tudo aquilo que estávamos um pouco cansadas, tomamos nosso rumo para Tulum, sem saber quantas noites iríamos ficar, tudo dependia do quanto gostássemos ou não, e mais uma vez, a vida mostrou que aquilo que não esperamos, é o que mais nos surpreende. Sempre.

Tulum vai ser repartido em dois posts, pessoal, para não ficar muito longo para vocês.

De Playa del Carmen, você pode pegar um ônibus ADO até Tulum, ou então se jogar no transporte dos locais e parar na beira da estrada. Eu super recomendo essa opção. Você encontra as vans entre as calles 2 e 6, paga um preço bem justo, e ainda tem ar condicionado na van. Se quiser, essa van passa por outras prainhas também, como Akumal, e nos famosos Xcaret e xel-há.

Uma das paradas da van é a entrada das ruínas de Tulum, caso você queira passar apenas o dia visitando. Nós paramos um pouco mais além, e descemos no centro, para procurar um hostel por ali, ou então checar as opções das cabanas, que nos indicaram por ser mais perto da praia.

Nosso erro foi ter ido para Tulum, sabendo apenas que era “roots”, e que iríamos curtir, mas não pesquisamos nada mais além, e chegamos lá com ruas sem nomes, algumas ruas parecendo uma “favelinha”, e nenhuma dessas ruas com acesso à praia. Finalmente descobrimos o motivo de a cidade ter uma boa parte de ciclovia, e muitas bicicletas.

Resolvemos pegar um táxi para a parte com cabanas para a praia, no qual sai um trecho bem caro, e distante. A vila que se encontra próxima ao mar é linda. Fomos de pousada em pousada, debaixo de chuva, e nenhuma se encaixava dentro do valor que estávamos dispostas a pagar. Apenas uma no caminho, que nos agradou muito, e o preço era ótimo, não tinha mais lugar. Porque será, né?! Mas a dona foi um amor, e nos ajudou muito, nos indicou um hostel que ficava no meio do caminho entre a vila, e a zona do centro, e ainda tinham bicicletas incluídas no valor da diária. E bicicletas são artigo de luxo em Tulum, acredite em mim, você irá precisar delas.

Perdidas em Tulum, e a ciclovia sem fim ao fundo.

Fomos checar esse hostel, e depois de uns 40 minutos caminhando com as mochilas nas costas, chegamos lá, e na verdade tinha um quarto compartilhado, e os outros quartos eram todos privativos, e dentro do espaço da pousada, havia uma cozinha para geral. O quarto estava ótimo, bonito, com duas camas de casal, TV, frigobar e um banheiro apenas para nós. Tudo que queríamos para os últimos dias de trip: descanso. É bem simples, mas recomendo pela localização, pela limpeza, pelas bicicletas gratuitas e pela simpatia dos donos. Fica bem em frente ao supermercado, e próximo dos bares também, apenas na noite, cuide as cobras que poderão passar pelo seu caminho, tipo essa pequena “Boa”, que viemos a descobrir que era uma Jiboia, que quase pisamos em cima, caminhando na chuva, e no escuro. Só de pensar no que poderia ter acontecido se tivesse dado um passo para a direita em cima dela, já me dá um negócio. Mas cá estou, vivinha, para contar a história. Fiz essas flechas toscas para vocês verem o tamanho da bichinha.

A “Boa”, que foi ótima conosco. Foto de dentro do táxi, com muita chuva, por isso a qualidade não está muito boa.

Após o susto, ainda conseguimos curtir a noite de Tulum, regada a bares com gente do bem e reggae, e com certeza o ponto alto da noite foi escutar Natiruts no bar. 🙂

Mesmo depois de cobras, lagartos, queda de energia, pedalar na chuva e tempestades, decidimos que ficaríamos em Tulum até nosso último dia na Riviera Maya, o que eram apenas dois dias e meio –  em função desse tempo todo que perdemos buscando lugar – mas que já daria para dar uma boa avaliada e descansada.

No próximo post conto um pouco mais para vocês.

*********************

Pessoal, mais uma vez, perdão pela falta de fotos, eu perdi muitas delas.

O hostel El Punto fica localizado na carretera Coba Sur, em direção à praia, e bem próximo da carretera principal, de onde você descerá da van. Fica em frente ao mercado Chedraui. Não tem erro!