Tulum

Tulum me encantou, no jeito “roots” de ser, das ciclovias que contornam a cidade, do mar que é azul, mesmo com dias nublados e chuva, das baladas que tocam reggae – me ganharam quando tocaram Natiruts – e do povo, que é uma simpatia.

Comer na cidade não é barato, como em qualquer lugar turístico, mas sempre se consegue indicações locais, que sempre vale a pena conhecer. A dica que recebemos foi o restaurante “el rincon Chiapaneco”, na calle Jupiter Sur,  frequentado na maioria parte por locais, e com preços muito justos, comida muito gostosa, e em uma quantidade mais justa ainda. O restaurante abre cedo, então se você estiver disposto a comer apenas fora, pode aproveitar, pois o cardápio é extenso, e não irá enjoar. Além da comida deliciosa, sucos naturais em um super copo, e coca cola de garrafa de vidro de meio litro, como eu nunca tinha visto antes na vida. Alegria de uma ex viciada em coca cola. 🙂

E depois de ficar super alimentado, você estará preparado para dar umas voltas de bicicleta pela cidade, e ir até a Zona Arqueológica, ou simplesmente ir até a praia e curtir o dia.

Se você optar por curtir o dia na praia, pegue a ciclovia da Carretera Coba Sur, e vire na direção das ruínas. Dali, várias entradas para a praia, poucos hotéis, e restaurantes na beira. Praia bem mais tranquila do que Playa del Carmen, com uma “vibe” diferente. As algas estavam presentes ali também, acredito que deva ser a época, mas o mar estava muito mais azul que Playa, e olha que estava nublado. Lindo.

Caminhando pela beira, achamos um bar de drinks bem convidativo para relaxar, mas o bar que ganhou meu coração foi o “Adelita”, com bebidas, sucos naturais, comidinhas bem naturebas, cadeiras na beira da praia, e balanços para relaxar e apreciar o mar. Delícia, né?!

Não conseguimos aproveitar muito a praia, pois a chuva estava a caminho, e em menos de cinco minutos chegou com tudo, e haja força nas coxas para pedalar na ciclovia alagada com água até os joelhos. Pena que não conseguimos tirar foto do momento, ou filmar, pois daria um belo vídeo de comédia. Saí com dor nos maxilares de tanto rir da cena.

Nesse mesmo dia, fomos curtir a noite de Tulum, e uma mudança climática muito brusca estava para acontecer, e choveu  muito, faltou luz no bar, e quando chegamos no hostel, achei que o telhado da cabana iria voar. Noite bem tensa, mas nada que fizesse mudar minha opinião sobre Tulum.

Bom, você também pode chegar de bicicleta nas ruínas da zona arqueológica. Pegue a carretera principal, a mesma de onde a van te deixou, e siga até a entrada da zona. A entrada custa uma média de 50 pesos, e você faz todo trajeto caminhando. É bem grande, e bem lotado. O ideal é chegar cedo para não encontrar tanta gente, e poder ver com mais calma.

O edifício mais importante, e mais antigo da zona é o “castillo”, construído de frente para o mar, no qual orientava os navegadores maias a navegarem com segurança, passando os arrecifes de corais, sem colocar as mercadorias que transportavam em risco.

Um fato que me deixou bem chateada, e continua me deixando até hoje, é ver o quanto os turistas não respeitam os locais. Com o desespero das pessoas para conseguir uma foto no cartão postal de Tulum, muitos (quase todos) acabam passando a corda de segurança do local. Se a corda está ali, é porque não se pode passar, então pra que desrespeitar isso?! Vamos nos conscientizar, pessoal, por favor!!

E como no post anterior vocês viram a cobra que cruzou nosso caminho, deixo vocês com um dos tantos lagartos que encontramos pela região.

Tulum ganhou meu coração, entrando em segundo lugar dos favoritos do México, e com vontade de voltar com mais tempo, e com muito sol.

Pessoal, esse foi o último post sobre o México, e para você que acompanhou a saga toda, espero que tenha gostado, e ficado com vontade de ir conhecer esse país lindo e de uma simpatia só.

Ababelada recomenda, com certeza 🙂

************

Texto: Diana Pinto / @ababelada