Voo de balão nas pirâmides… só que não!

Quando  minha amiga sugeriu voarmos de balão, não fiquei tão animada, mas depois pesquisei melhor e o interesse surgiu, ainda mais sabendo que seria um voo por cima da zona arqueológica de Teotihuacan.

Como essa atividade estava entre as prioridades da viagem, resolvemos fazer no primeiro dia, para não corrermos o risco de perder, tendo em vista que outubro é o mês de chuvas no México. Como chegamos lá no domingo a noite, já deixamos o vôo reservado do Brasil.

Usamos como intermédio uma agência online, que você pode comprar esse e outros passeios, e ainda pagar em reais, e parcelar no cartão se precisar. Eu aconselho a comprar por eles apenas se você não tiver um tempo para pesquisar diretamente na cidade. O tour sai em torno de R$400, e você ganha um certificado – que esquecemos, obviamente – após a espumante que eles oferecem para celebrar o voo. Cá entre nós, com espumante às 9h da manhã de uma segunda, quem iria lembrar de certificado?!

Um carro particular veio nos buscar no hostel às 6h30, e fomos rumo a Teotihuacan, onde se localiza o pátio de saída do balão e as Pirâmides. Os vôos ocorrem apenas nas manhãs, e bem cedo, devido a instabilidade do tempo. Nesse pátio já encontramos umas plantações de cactos, e como uma amante dos mesmos, me enfiei plantação a dentro.

Lindos, né?! E essas frutinhas são comestíveis, e são boas! Ela é bem líquida, e me pareceu muito com o gosto de Kiwi.

Nós ficamos com o balão mais bonito para voar, bem colorido, e confesso que eu nunca tinha pensado a respeito, mas eu não imaginava que fosse uma coisa gigantesca, e burrice a parte, eu também não fazia ideia de como o balão subia. Eu pensava que iríamos chegar, e ele já estaria posicionado de pé para voarmos. Ok, podem dar risada.

Para quem não sabe como funciona, irei explicar. Para fazer o balão subir, o “motorista” fica pressionando o gás para dentro do balão, para a chama esquentar o ar lá de dentro, e ficar mais leve que o ar externo, e assim ele vai controlando a altura do balão, e  a direção é controlada 100% pelo vento.

Aconselho vocês a ficarem perto do foguinho, pois lá em cima faz um friozinho bem gelado. Bom, como mencionei anteriormente, a direção é controlada pelo vento, então o voo sobre as pirâmides não é garantido, e nesse dia, o vento não estava a favor das pirâmides, então fomos para o outro lado. Vimos a Pirâmide do Sol de cima, e depois rumamos em direção a algumas plantações, e morros.

Achei muito tranquila a subida, sem impacto nenhum, e independente do lado que o vento te leve, com certeza vale a pena, a vista lá de cima é linda. A descida é engraçada, pois tu não sabe onde o balão vai te levar pra descer, então o motorista tem que ficar pressionando o gás até achar algum lugar aberto, e olha, no meio daquele monte de cactos, pensava que íamos direto para cima deles.

O balão suporta até uma tonelada, o tecido pesa 192kgs, e a caixinha em que ficamos dentro pesa 400kgs. Em função do peso, a descida é um pouco impactante quando bate no chão, e lá já estavam dois ajudantes para segurar a caixinha do balão – haja força, o cara quase caiu pra dentro da caixinha – e guardar todo tecido em um saco do tamanho de um puff.

Após o voo e a espumante no lugar do café, fomos para a zona arqueológica de Teotihuacan, que contarei no próximo post. Fiquem ligados!

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A agência que utilizamos é a Bestday, e eles fazem o intermédio para a volar en globo.

Texto por Diana Pinto. @ababelada