12 de agosto de 2017

A batalha nos tubos da temida bancada de Teahupoo

Adriano De Souza (BRA)

Foto: Poullenot //

Oito surfistas têm chances matemáticas na briga pela lycra amarela de número 1 do Jeep WSL Leader nos temidos tubos de Teahupoo, entre eles, os brasileiros Adriano de Souza e Filipe Toledo.

A batalha nos tubos da temida bancada de Teahupoo, abre a reta final na acirrada disputa pelo título mundial da temporada. Oito surfistas vão brigar pela lycra amarela do Jeep WSL Leader no Taiti, entre eles, o campeão mundial Adriano de Souza em quinto lugar no ranking e Filipe Toledo em sétimo, após a vitória inédita do Brasil no Corona Open J-Bay, na África do Sul.

Filipe entrou na lista dos principais concorrentes com este resultado nas direitas de,Jeffreys Bay. Mas, para assumir a liderança na corrida do título no Taiti, a condição mínima é ganhar o campeonato nas esquerdas gigantes de Teahupoo. Além disso, os seis que estão à sua frente teriam de perder nas primeiras fases, sem passar mais de duas baterias. A situação de Filipe Toledo na briga pela lycra amarela de Matt Wilkinson, é a mesma para outros dois australianos, Joel Parkinson em sexto no ranking e Julian Wilson em oitavo lugar.

Wilko nunca conseguiu um bom resultado nos tubos de Teahupoo, ao contrário de John John Florence, atual campeão mundial com quem travará uma disputa fase a fase pela ponta. No ano passado, o havaiano foi finalista em mais uma vitória de Kelly Slater no Billabong Pro Tahiti. O onze vezes campeão mundial colecionou mais uma bateria perfeita com duas notas 10 em seu caminho até o título, enquanto John John ganhou uma semifinal eletrizante com Gabriel Medina, encerrada em incríveis 19,56 a 19,23 pontos de 20 possíveis.

Além do havaiano, o sul-africano Jordy Smith também está na briga fase a fase com Matt Wilkinson, que só passou do rounde 3 uma vez no Taiti, em 2011. O número 4 do ranking, Owen Wright, vai precisar passar duas rodadas a mais para superar os pontos do líder. E Adriano de Souza, quinto colocado, terá que vencer três baterias a mais do que Wilko, ou seja, já entra no campeonato precisando chegar nas quartas de final para isso, desde que o australiano não passe nenhuma bateria e fique em último lugar.

BRASILEIROS

Mineirinho está escalado para estrear na segunda bateria do Billabong Pro Tahiti, junto com o australiano Bede Durbidge e o norte-americano Nat Young, que está substituindo o contundido Kelly Slater, campeão desta etapa no ano passado. Os brasileiros disputam as três primeiras vagas diretas para a terceira fase. Jadson André está na primeira bateria com o australiano Joel Parkinson e o francês Jeremy Flores. Na terceira, entra outro potiguar, Italo Ferreira, com mais dois australianos, Owen Wright e Josh Kerr.

Depois, tem Wiggolly Dantas na bateria encabeçada pelo número 1 do Jeep WSL Leader, Matt Wilkinson, completada pelo convidado do Taiti, Taumata Puhetini. E na seguinte, a sétima, Filipe Toledo estreia junto com mais um paulista, Miguel Pupo, contra o australiano Adrian Buchan. O campeão mundial Gabriel Medina também compete junto com outro brasileiro, Caio Ibelli, na nona bateria com o australiano Stuart Kennedy. E o pernambucano Ian Gouveia está na última, com o português Frederico Morais e o taitiano Michel Bourez.

O Billabong Pro Tahiti será transmitido pelo www.worldsurfleague.com e pelo aplicativo da WSL e no Facebook Live através da página da World Surf League no Facebook, passando ao vivo também pela ESPN+ e globoesporte.com no Brasil, CBS Sports Network nos Estados Unidos, Fox Sports na Austrália, SKY NZ na Nova Zelândia, SFR Sports na França e em Portugal e EDGE Sports Network na China, Japão, Malásia e outros territórios asiáticos. Lembrando que o fuso horário do Taiti é de 7 horas a menos do que o de Brasília.