10 de julho de 2016

A oposta Paula está motivada no Vôlei Nestlé

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Foto: Deco Pires //

A jovem jogadora mantém vínculo com Bauru, sua cidade natal, e ficou bastante feliz em saber que seu nome figura na lista das 20 selecionadas para os Jogos Olímpicos Rio 2016.

Campeã Mundial Sub-23 em 2015 pela seleção brasileira, competição disputada na Turquia, a oposta Ana Paula Borgo Bedani da Cruz está com 22 anos e em 2016/17 disputará sua primeira temporada pelo Vôlei Nestlé, a tradicional equipe de Osasco. Natural de Bauru, interior de São Paulo, a jogadora de 1,87m mantém vínculo com sua cidade de origem, pois seus pais residem no município e, até hoje, mantém contato com sua primeira técnica. Às vésperas dos Jogos Olímpicos Rio 2016, a atleta ficou bastante feliz ao saber que seu nome figura na lista das 20 selecionadas pelo técnico José Roberto Guimarães.

O vôlei surgiu bem cedo na vida de Paula. Antes de iniciar na modalidade, ela tentou praticar natação e não gostou. Chegou a receber também a sugestão de tentar jogar basquete, modalidade com história em Bauru, mas se apaixonou pelo vôlei e com 10 anos já estava praticando o esporte na Associação Luso Brasileira (ALBB). “Eu era bem nova quando comecei a jogar. Sempre fui alta e meu pai me incentivou a fazer um esporte. Fiz natação e não gostei. Comecei a jogar vôlei e na primeira semana já estava apaixonada pelo esporte. Após dois meses já falava que gostaria de ser jogadora profissional. No Luso conheci minha primeira técnica e até hoje tenho uma relação muito boa com ela. A Joanil me ajudou bastante e segue trabalhando com vôlei nas categorias de base do clube”, comenta a jogadora.

Realizando o sonho do pai – Paula se profissionalizou como oposta, mas quando iniciou no esporte sua posição foi ponteira. Com 15 anos, ela deixou Bauru e foi para São Caetano do Sul. Mesmo distante desde então, ela mantém vínculo com sua cidade natal e realiza o sonho de seu pai. “Meus pais (Antônio Carlos e Débora) e meu irmão (Pedro) mais novo, de 19 anos, moram lá. Sempre que posso e que tenho folga de dois ou três dias vou visitá-los. Meu pai fazia atletismo e sempre teve o sonho de ser atleta, mas na época não deu certo porque teve que trabalhar cedo. Ele sempre me fala que realizei a o sonho dele”, conta Paula.

Com apenas 13 anos, Paula já estava treinando com a equipe adulta de Bauru. Quando completou 14 anos, foi observada pelo time de São Caetano durante a Copa Piratininga de vôlei, disputada em 2008, em Bauru. “O técnico de São Caetano, que se chamava Rubens, viu potencial em mim e me convidou para fazer parte da equipe. Ele conversou com meus pais, que na hora se assustaram um pouco, pois eu era muito nova. Mas eles aceitaram porque sabiam que era meu sonho. Já tinha dentro de mim que gostaria de ser jogadora profissional e que estava indo com esse objetivo”, lembra a atleta.

Momento difícil

Em 2009, foi convocada para a seleção paulista e jogou o campeonato brasileiro pela categoria sub-16. Um dos momentos mais difíceis da carreira foi na final do Paulista daquele ano, quando rompeu os ligamentos do joelho esquerdo. Ela foi submetida a uma cirurgia e ficou por volta de 10 meses fora das quadras. “Na época, o médico chegou a me dizer que precisaria fazer uma cirurgia muito bem feita para que pudesse continuar jogando. Foi uma fase bem difícil, acredito que a mais complicada da minha vida. Muitas coisas passaram pela cabeça e bateu aquela dúvida se teria que parar de jogar. Sentia muita dor, mas superei e pude dar continuidade na minha carreira”, recorda a oposta.

Depois de jogar seis anos por São Caetano e a temporada passada pelo Pinheiros, Paula realiza pré-temporada e está motivada para atuar pelo Vôlei Nestlé. “Os treinos físicos e técnicos aqui no Vôlei Nestlé estão muito bons. Tem algumas coisas diferentes do que fazia, já que cada técnico tem sua maneira de trabalhar, mas estou gostando bastante dos resultados. A comissão técnica está tendo todo cuidado para deixar todas as atletas na melhor forma física, tática e técnica. Fui muito bem recebida e estamos treinando pesado. Meu pensamento é sempre estar melhorando e absorvendo coisas boas para o meu crescimento. Os profissionais do Vôlei Nestlé são de alta qualidade e acredito que estou indo bem neste aspecto”, afirma.

A felicidade de Paula aumentou ainda mais nesta semana. A jogadora ficou sabendo que está na lista das 20 selecionadas pelo técnico José Roberto Guimarães para a disputa dos Jogos Olímpicos Rio 2016. Apenas 12 participarão da competição e Paula nem está com o grupo que disputa o Grand Prix. No entanto, o fato de ser lembrada deixou a atleta com mais vontade de mostrar seu valor. “Me mandaram a lista e fiquei muito feliz por saber que o Zé Roberto, um técnico tricampeão olímpico, vitorioso e que entende e conhece muito de vôlei, vê potencial em mim ao ter colocado meu nome nesta lista e por achar que posso estar na seleção principal no futuro. Certamente é uma motivação a mais e isso me deixa com mais vontade e determinação para alcançar meus objetivos”, conclui Paula.