Brasil é campeão do Desafio Piraquê Raia Rápida

Foto: Satiro Sodré //

Com ótimo desempenho nas provas individuais e vitória no revezamento, Brasil é campeão, seguido de Estados Unidos, África do Sul e Austrália. Equipe verde-amarela conquista ainda a melhor marca do mundo no 4x50m medley.

Na manhã deste último domingo de muito sol, com o Pão de Açúcar e o Cristo Redentor abrilhantando a paisagem, a equipe do Brasil, formada por Matheus Santana, Nicholas Santos, Felipe França e Guilherme Guido, foi campeã pela primeira vez do Desafio Piraquê Raia Rápida, realizado no Mourisco, na piscina do Botafogo, com os Estados Unidos na segunda posição. Os estreantes da África do Sul ficaram em terceiro e na última posição, os campeões do ano passado, a Austrália. A competição que conta com formato único no mundo, recebeu disputas individuais no formato homem a homem e revezamento 4x50m medley. A competição distribuiu 100 mil reais de premiação.

Nas disputas individuais, os grandes destaques foram os brasileiros Felipe França e Nicholas Santos, o sul-africano Gehard Zandberg e o americano Anthony Ervin. No revezamento 4x50m medley, a equipe brasileira travou uma disputa emocionante até os últimos metros, com os Estados Unidos, que terminaram em segundo. O time verde-amarelo não decepcionou o público, que foi ao delírio com a vitória por apenas sete centésimos, melhor marca do mundo na prova (1min37s68) e que garantiu o título da competição ao Brasil, que já havia conquistado grandes resultados nas provas individuais. O país campeão da competição foi definido a partir do somatório de pontos das categorias individuais e do revezamento.

“Queria agradecer a organização pelo evento muito bacana, temos poucos eventos assim na natação. Fico satisfeito com a vitória, o Brasil veio com uma equipe muito forte nesta edição. Todos se superaram e atingiram grandes marcas aqui, conseguimos tirar o melhor de cada um” disse Nicholas Santos, vencedor dos 50m borboleta. “Venci a minha prova com 22”9, minha melhor marca pessoal. No revezamento, já que estávamos bem cansados, fomos mais com o coração” completou Nicholas.

O dia começou com as provas individuais. Os atletas disputaram baterias eliminatórias, nadando no seu melhor estilo (costas, peito, borboleta e livre), na distância de 50m. Os últimos colocados foram eliminados da etapa seguinte, até que restaram apenas dois nadadores de cada modalidade. A prova de nado costas abriu o Desafio Piraquê Raia Rápida. O sul-africano de 2m04 de altura, Gehard Zandberg, venceu a bateria final contra o brasileiro Guilherme Guido. O americano David Plummer foi eliminado na segunda bateria e o australiano Daniel Arnamnart foi o primeiro eliminado. No nado peito, destaque para o brasileiro Felipe França e o sul-africano recordista mundial Cameron van der Burgh, rivais de longa data, que travaram uma bela batalha na bateria final, com vitória do brasileiro. O americano Mike Alexandrov foi eliminado na segunda bateria e o australiano James Stacey na primeira.

“Essa semana eu estava de férias, depois do José Finkel, então a gente teve que se administrar, fazer uma manutenção para o Raia Rápida e não deixar de treinar. A prova dos 50m é muito rápida e acaba sendo mais fácil de conduzir. Amanhã já volto a treinar para o Mundial” comentou Felipe França. O brasileiro Nicholas Santos foi o grande vencedor do estilo borboleta, batendo o americano Eugene Godsoe na final e levando o público ao delírio. O australiano Jayden Hadler foi eliminado na segunda bateria, conquistando o único ponto da sua equipe, e o sul-africano Giulio Zorzi na primeira.

No mais rápido dos estilos, o livre, a final foi entre dois campeões olímpicos: os experientes Anthony Ervin, dos Estados Unidos, e Roland Schoeman, da África do Sul. A final foi eletrizante, com vitória do americano. O brasileiro Matheus Santana, grande revelação da natação mundial no ano, foi eliminado na segunda bateria e Kurt Herzog, da Austrália, foi o primeiro eliminado. “O Raia é maravilhoso. É a terceira edição e a organização é perfeita. Todos os detalhes são bem cuidados. Como atleta me diverti muito. Eu e o Roland nos conhecemos há muito tempo e a disputa com ele nos 50m não é novidade. Continuar fazendo isso e ver a nova geração, como o Matheus, é muito bom. É bom para o Brasil vê-lo competir dessa forma, se transforma em um herói” disse o grande vencedor dos 50m livre Anthony Ervin.

Na prova final, do revezamento 4x50m medley, o equilíbrio foi a tônica. A equipe verde-amarela venceu marcando a melhor marca do mundo na prova, com 1min37s68, apenas sete centésimos a frente dos Estados Unidos, com uma bela batalha de gerações nos últimos metros entre o jovem Matheus Santana, de 18 anos, e o experiente campeão olímpico Anthony Ervin de 33 anos. A África do Sul chegou em terceiro e a Austrália em quarto.

“Minha primeira participação no evento e a primeira vitória do Brasil. Comecei com o pé direito. Viemos para conquistar esse título, fizemos o nosso melhor e conseguimos esse tempo fantástico” disse Matheus Santana.

O Desafio Piraquê Raia Rápida é uma realização da Faz Sport, promoção da Effect Sport e conta com o patrocínio da Piraquê, Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Esporte e Lazer e Lei de Incentivo ao Esporte. A competição tem ainda apoio da Revista SwimChannel.