19 de julho de 2016

Brasil no Mundial de Vôlei dos Surdos

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Foto: Divulgação //

As seleções masculina e feminina conquistaram resultados positivos diante de adversários qualificados e finalizaram a competição, respectivamente, na quarta e sexta posições.

As seleções masculina e feminina encerraram suas participações no Campeonato Mundial de Vôlei dos Surdos na última sexta-feira. Em competição realizada em Washington, nos Estados Unidos, o Brasil apresentou desempenho satisfatório com resultados expressivos diante de adversários tradicionais. Na disputa pela medalha de bronze, os homens foram derrotados pela Rússia, por 3 sets a 0, parciais de 25/19, 25/10 e 25/21. Já as mulheres enfrentaram a Polônia na briga pela quinta colocação e perderam por 3 a 1, com séries fechadas em 25/19, 25/17, 23/25 e 25/19. Com isso, os rapazes comandados pelo técnico Xandó finalizam a participação no torneio em quarto lugar, com quatro vitórias e seis derrotas. Já as moças dirigidas pela treinadora Ivanete ficaram em sexto, também com quatro jogos ganhos e seis perdidos. Entre os homens, a Turquia foi a campeã mundial e, entre as mulheres, e medalha de ouro ficou com as americanas.

Xandó analisou as últimas partidas do time feminino e masculino. “No masculino perdemos de 3 a 0 para Rússia na disputa pelo terceiro lugar. No 3° set estivemos à frente do placar, mas cometemos erros de saques e de posicionamento da defesa, deixando escapar a parcial e, consequentemente, o jogo. Já a equipe feminina perdeu para a Polônia, por 3 a 1. Percebemos que nossa equipe estava muito cansada. Cometemos erros de ataque por falta de força nas pernas e braços das atletas. Na nossa avaliação, a seleção chegou no limite física e mental, mas foi um grande passo para as próximas competições. Todas as atletas evoluíram e algumas cresceram durante a competição. Esperamos nos manter entre o grupo das 8 melhores equipes do mundo e ter uma ótima participação nas Surdolimpídas, já que vamos poder contar com a Natália Martins, atleta do Vôlei Nestlé”, avaliou Xandó, técnico do time masculino e coordenador da equipe feminina.

Xandó destacou os pontos positivos que devem contribuir para a preparação das equipes para a disputa das Surdolimpíadas, na Turquia, em 2017. “Amadurecimento dos jogadores, evolução técnica e respeito dos adversários foram as conquistas que tivemos. O Brasil nunca havia jogado no nível que exigimos durante a competição. Está cobrança pelo resultado deixou a equipe mais dura. Alguns jogadores cresceram tecnicamente e isso nos dá mais opções para as próximas convocações e treinamentos. O Brasil passou a ser olhado com mais respeito. Acendeu a luz de alerta para eles, ou seja, cuidado com o Brasil, pois começaram a trabalhar. Este respeito deve-se muito ao trabalho que o Brasil faz com o vôlei Olímpico e Paralímpico. Agora é voltar e começar a fazer o plano de trabalho para 2017, submetê-lo à aprovação da Lei de Incentivo e buscar o parceiro para patrocinar as equipes”, ressaltou Xandó.

O Brasil disputou o Campeonato Mundial de Vôlei dos Surdos por ter sido campeão Sul-Americano masculino e segundo colocado no feminino. Finalistas do Pan, as duas seleções do Brasil garantiram vaga para a Surdolimpíadas da Turquia em 2017. No Pan-Americano, o time masculino conquistou o título derrotando os Estados Unidos na decisão. Já a equipe feminina ficou com a medalha de prata, após ser superada pelas americanas na decisão.