Brasil pronto para estreia no Mundial da Isaf

Foto: Fred Hoffmann-CBVela //

Medições começaram nesta segunda e primeiras regatas serão disputadas a partir do dia 12.

O Mundial da Isaf (Federação Internacional) começou para valer na Espanha. Os velejadores já estão medindo todo o equipamento e se concentrando para o início das regatas. Os primeiros a irem para a água serão as classes Laser Radial e Laser Standard, no dia 12, sexta-feira, com Robert Scheidt, Bruno Fontes, Alex Veeren, Fernanda Decnop, Tina Boabaid e Odile Ginaid.

“Defender o título é a minha principal meta nesta temporada e estou muito confiante em relação ao campeonato. Ter vencido o Mundial de Omã em 2013, aos 40 anos, me deu a certeza de que ainda posso enfrentar a molecada”, disse Scheidt, que tenta o décimo primeiro título mundial da classe.

As regatas do Laser seguem até o dia 17, com a medal race, em que participam apenas os 10 primeiros colocados e tem pontuação diferenciada, no dia 18. Quem também está ansiosa para estrear é a dupla Martine Grael e Kahena Kunze, líder do ranking mundial da classe 49er FX. As meninas estão na Espanha há mais de uma semana, onde treinam com o técnico Javier Torres.

“Estamos ansiosas para velejar com tantos barcos, mas ao mesmo tempo estamos tranquilas, pois sabemos que fizemos um bom trabalho até aqui. Não vai ser um campeonato fácil e teremos que ter muita calma. O ideal vai ser manter uma boa média e não vencer todas as regatas”, disse Kahena.

As regatas do 49er FX começam no dia 15 e seguem até o dia 20, com a medal race no dia 21, último dia do evento.

Quem quiser, poderá acompanhar as regatas ao vivo através do blog da Isaf. Além disso, durante as regatas finais, será possível acompanhar os barcos através de tracking 2D (http://bit.ly/1p3FCHe) e 3D (http://bit.ly/1COkgrT) e torcer para a equipe brasileira.

Em todo ciclo olímpico a Federação Internacional promove um evento mundial, que visa definir parte das vagas dos Jogos. Em 2007 ele foi realizado em Cascais, Portugal, e em 2011 em Perth, na Austrália. Para este ciclo a ideia foi adiantar o evento em um ano, dando mais tempo para que cada nação possa definir e treinar os seus representantes.

Ao todo são esperados mais de 1400 atletas, de 80 países, e aqueles que não conseguirem se classificar terão ainda os mundiais das classes do ano que vem para tentar a tão sonhada vaga.

A delegação brasileira disputa o Mundial da Isaf com o apoio da CBVela, do COB e do Ministério do Esporte. A CBVela tem patrocínio oficial do Bradesco, apoio da Lei de Incentivo ao Esporte e conta com a Slam como fornecedora oficial.