Brasil Ride pode definir as vagas brasileiras na Rio 2016

Foto: Fabio Piva //

Principal ultramaratona de MTB das Américas começa sábado, na Chapada Diamantina, na Bahia, com a presença de concorrentes brasileiros às vagas nos Jogos Olímpicos.

Com o crescimento de 50% na pontuação ofertada aos vencedores das elites, categorias open e ladies, em relação ao ano passado, a Brasil Ride – principal ultramaratona de MTB das Américas – pode ser decisiva na definição dos representantes brasileiros nos Jogos Olímpicos Rio 2016. Ao subir da classe S2 para S1, a prova passa a oferecer 120 pontos aos campeões desta sexta edição, realizada entre 17 e 24 de outubro, na Chapada Diamantina, na Bahia, com sedes nos municípios de Mucugê e Rio de Contas.

Entre os ciclistas nacionais que sonham com vaga na Rio 2016, estarão presentes Henrique Avancini, Ricardo Pscheidt, Frederico Mariano, Sherman Trezza, Raiza Goulão e Isabella Lacerda. No masculino, enquanto Frederico e Sherman formarão dupla, Avancini estará pedalando com o estreante Wolfgang Soares e Pscheidt fará parceria com seu colega de equipe Trek/Shimano, Leandro Donizete.

Com vaga quase assegurada para a Olimpíada do Rio, Henrique Avancini entra na disputa sem a pressão dos anos anteriores, quando venceu a open em 2013 e a american em 2014. “Apesar de ser minha terceira competição, a Brasil Ride será outra vez uma lição de vida sobre duas rodas, porque é uma prova de muita superação e aprendizado para todos os participantes, seja ele profissional ou amador. É diferente pela questão de logística, com etapas longas e duras, correndo em dupla. Você precisa respeitar seu parceiro e fazer com que a união dos dois gere o melhor resultado. Não se ganha nem se perde sozinho, e quem não entende isso tem dificuldades”, avalia o ciclista fluminense.

Já entre as mulheres, Raiza Goulão e Isabella Lacerda polarizam a briga pela vaga garantida ao país-sede. Se a goiana Raiza, atual campeã brasileira de XCO (Cross Country Olímpico), estará reforçada na competição por fazer dupla com a atual campeã nacional de Maratona, a paulista Viviane Favery, sua concorrente, a mineira Isabella, terá ao seu lado nada menos do que a atual campeã feminina da Brasil Ride, a norte-americana Nina Baum.

“Esta será minha última prova da temporada. Assim, por saber das minhas limitações físicas a essa altura do ano, estou encarando este desafio de uma forma um pouco diferente. Quero muito curtir cada momento vivido durante os sete dias, ir em busca da pontuação no ranking olímpico, mas tentar desfrutar da competição em um cenário que dizem ser incrível. Confesso que me sinto dentro da Brasil Ride há muito tempo, porque vários amigos completaram a ultramaratona e já me ajudam com conselhos significantes”, destaca Raiza.

Sistema de vagas para Rio 2016

Como país-sede da Olimpíada Rio 2016, o Brasil tem uma vaga garantida em cada prova do mountain bike XCO. Atualmente, o País ocupa a 16ª colocação entre os homens e a 14ª entre as mulheres nos rankings olímpicos. Para somar mais uma vaga no masculino, os três melhores ciclistas brasileiros têm que conseguir a 13ª colocação, enquanto no feminino as três melhores pontuadas precisam estar na oitava colocação no ranking das nações dentro do ciclo olímpico (de maio de 2014 a maio de 2016) para abrir outra vaga.

Assim, entre os homens, o Brasil, que está com 2.138, precisa superar a África do Sul, 13ª colocada, com 2.534, para abrir a segunda vaga. Enquanto Avancini soma 1.200 entre os dois ciclos (o primeiro de maio de 2014 a maio de 2015 e o segundo após este período até maio de 2016), Ricardo Pscheidt tem 510 pontos, Rubinho Valeriano aparece com 449 pontos (apenas no primeiro ciclo) e Frederico Mariano com 105, já no segundo. Entre as mulheres, o trio brasileiro possui a soma de 2.870 pontos e precisaria superar a Noruega, com 3.988, para sonhar com duas vagas. Atualmente, Raiza Goulão tem 1.243 pontos, Isabella Lacerda, 1.033, e Erika Gramiscelli, 594.