22 de dezembro de 2015

Brasil vence edição inédita do Reis do Drible

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Foto: Rodrigo Dod //

Evento inovador realizado no Rio de Janeiro, onde os dribles valeram tanto quanto os gols, agitou o domingo na HSBC Arena, na Barra da Tijuca.

O público presente na HSBC Arena neste domingo foi presenteado com um verdadeiro resgate do futebol arte, em uma disputa em que os dribles valeram tanto quanto balançar as redes adversárias. Esse foi o principal atrativo para os torcedores, que acompanharam a edição inédita do Reis do Drible, no Rio de Janeiro, com craques do futebol brasileiro e mundial, e em certos momentos puderam entrar em quadra e participar da festa. Ao final dos dois tempos de dez minutos, o time Reis do Brasil, comandado por Falcão e Nenê, garantiu a vitória por um placar apertado, 18 x 16. Do lado dos Reis do Mundo, o francês Séan Garnier, o “Rei do Freestyle”, roubou a cena pontuando de todas formas possíveis: gols, caneta, chapéu e meia lua.

Aproveitando de um entrosamento maior, a equipe dos Reis do Brasil, formada pelo craque Falcão, o vascaíno Nenê, o palmeirense Zé Roberto, Diego Oliveira, o pioneiro do freestyle no Brasil, e o goleiro Mão, do futebol de praia, abriu boa vantagem no primeiro tempo, encerrado em 9 x 5. Porém, na etapa final, os Reis do Mundo, com Séan Garnier, Deco, o argentino Escudero, do Vitória, o italiano Adriano Foglia, do futsal, e o goleiro taitiano, Jonathan Torohia, do futebol de praia, diminuíram a desvantagem, vencendo por 11 x 9, porém sem conseguir tirar a diferença de quatro gols. Placar final, 18 x 16, em um jogo repleto de emoções.

Sinônimo de futebol arte nos dias atuais, o craque Falcão elogiou a iniciativa. “O Reis do Drible veio com uma ideia que permitiu aos jogadores extravasarem dentro de quadra. O principal intuito era o drible, que valia tanto quanto o gol. Tínhamos vários caras dribladores em ação, ou seja, você sabe que uma hora vai ser driblado. A qualidade acabou prevalecendo. O que é ótimo para o esporte”, enalteceu o camisa 12. “Foi um sucesso. Espero que seja o primeiro de muitos. Quem sabe ampliar isso a nível mundial, porque não?”, indagou.

No lado brasileiro, Falcão se destacou na etapa inicial, aos marcar seus quatro gols, junto do goleiro Mão, que fez diversas defesas importantes. “A grande diferença do primeiro tempo acabou sendo o Mão. Tivemos momentos semelhantes no primeiro tempo, cara a cara com o goleiro. O Mão pegou pelo menos três bolas difíceis e o goleiro adversário não teve tamanha felicidade” concluiu Falcão.

No segundo tempo Nenê foi o destaque dos vencedores. Com forte apoio da torcida, o vascaíno anotou cinco gols, que somados aos três da etapa inicial, lhe garantiu a artilharia do evento, com oito tentos. “Estou muito feliz por ter participado dessa festa, com várias amizades e craques em suas modalidades. Foi bacana demais estar ao lado de amigos, fazendo gols e ainda sair com o troféu de campeão. Foi legal a ideia do evento, porque às vezes um drible muito bonito repercute tanto quanto o gol. Aqui tivemos as duas coisas unidas”, disse Nenê.

Também com suas contribuições, Zé Roberto e Diego Oliveira saíram satisfeitos de quadra. “Me senti muito a vontade. Uma experiência diferente. Peguei dicas com o Falcão e funcionou bem. No único momento que não segui os conselhos, de diminuir os espaços, tomei uma caneta em um drible muito rápido do Séan. O que valeu foi a criatividade, para trazer um momento diferente para o público. Estou lisonjeado e feliz de ter participado”, avaliou Zé Roberto. “Estou muito feliz pelo que foi esse evento. A visibilidade foi enorme, tanto para os participantes quanto para o futebol de rua, que saiu muito fortalecido”, destacou Diego.

Entrosamento tardio

Se no primeiro tempo os Reis do Mundo demoraram para se encontrar no jogo, na etapa final eles fizeram bonito e levantaram o público. Apesar de possuir nomes conhecidos dos brasileiros, como Deco, o brasileiro naturalizado italiano, Foglia, e o argentino Escudero, há bastante tempo vestindo a camisa do Vitória, quem mostrou a que veio foi o francês Séan Garnier.

Discreto no começo, Séan fez apenas um gol e deu uma linda meia lua (drible da vaca) no vascaíno Nenê, durante os dez minutos iniciais. Já na etapa final, o francês fez outros três gols, convidou Zé Roberto para dançar com uma caneta rápida e saiu de quadra com um chapéu, dado em ninguém menos do que Falcão. “Me sinto muito bem e contente com essa experiência incrível. Estou acostumado a jogar nas ruas. Estar em uma quadra ótima e com jogadores tão bons, para mim era o ambiente perfeito. Música, público participante. Foi perfeito”, vibrou Séan.

“Fiz o meu melhor durante os dois tempos para nos mantermos próximos dos brasileiros no placar. Mas, senti que o entrosamento entre eles fez a diferença. Talvez os Reis do Brasil se conheciam melhor do que nós estrangeiros. De qualquer forma, penso que não importa quem ganha ou perde, mas sim em dividir com o público esse momento inesquecível. Todos saíram ganhando aqui na HSBC Arena. No próximo ano virei para ganhar, com certeza”, avisou o camisa 21.