7 de julho de 2016

Cinco brasileiros vencem baterias no J-Bay Open

Gabriel Medina

Foto: Cestari //

Os campeões mundiais Adriano de Souza e Gabriel Medina, Italo Ferreira e Caio Ibelli, estrearam com vitórias em Jeffreys Bay e Filipe Toledo se classificou na baterias da segunda fase que fecharam a última quarta-feira.

O J-Bay Open abriu a sexto desafio do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour 2016 na quarta-feira e metade da “seleção brasileira” já passou para a terceira fase da etapa sul-africana em Eastern Cape. Os campeões mundiais Adriano de Souza e Gabriel Medina, o top-4 do ranking, Italo Ferreira, e Caio Ibelli, estrearam com vitórias nas longas direitas de Jeffreys Bay, enquanto Filipe Toledo se classificou nos duelos da repescagem que fecharam o primeiro dia. Alex Ribeiro foi eliminado num deles, mas outros quatro brasileiros ainda vão tentar aproveitar a segunda chance na quinta-feira. A primeira chamada será as 7h00 na África do Sul, 2h00 da madrugada no fuso de Brasília, ao vivo pelo www.worldsurfleague.com

Os dois finalistas do ano passado na bateria que acabou cancelada depois do incidente do tubarão com Mick Fanning, foram os destaques da quarta-feira. Fanning espantou qualquer trauma logo no primeiro confronto do dia, achando um dos tubos mais longos da primeira fase para derrotar o brasileiro Alejo Muniz e o norte-americano Conner Coffin por 13,67 pontos. E Julian Wilson porque bateu todos os recordes na melhor hora do mar em Jeffreys Bay, quando as ondas ficaram perfeitas, sem o vento com a forte chuva que desabou em Eastern Cape.

Os brasileiros tinham as maiores marcas do dia até este penúltimo confronto da rodada de apresentação dos melhores surfistas do mundo na etapa sul-africana da World Surf League. Gabriel Medina estreou bem, ganhou nota 8,17 na primeira onda e 9,10 na melhor que surfou com sua variedade incrível de manobras modernas e verticais de backside nas direitas da sessão Supertubes de J-Bay. Com ela, Medina totalizou 17,27 pontos para derrotar o havaiano Dusty Payne e o outro brasileiro da bateria, Alex Ribeiro.

“Eu gosto muito de J-Bay. É uma onda complicada para surfar, mas ao mesmo tempo muito boa”, disse Gabriel Medina, que assumiu a vice-liderança no ranking com a sua segunda vitória no Fiji Pro, batendo o líder Matt Wilkinson na final. “Eu consegui achar uma prancha boa para esse tipo de mar e tentei pegar as maiores ondas das séries. Estou me sentindo bem e muito confiante para fazer as manobras. Depois de Fiji, eu fiquei um tempo sem surfar, voltei agora e estou feliz por ter surfado bem essa bateria”.

Antes desta grande apresentação de Gabriel Medina, dois brasileiros já tinham estreado com vitórias no J-Bay Open. O potiguar Italo Ferreira, número 4 do Jeep WSL Leader, derrotou o paulista Miguel Pupo e o australiano Ryan Callinan por 13,33 pontos. E o atual campeão mundial, Adriano de Souza, quinto colocado no ranking, também liderou toda a sua bateria contra dois australianos. Mineirinho totalizou 14,76 pontos com notas 7,43 e 7,33 e Kai Otton só conseguiu 10,80 para ficar em segundo lugar, com Josh Kerr terminando em último com apenas 7,00 pontos nas duas ondas computadas.

“Eu vi a previsão antes do evento começar e surfei muito essa onda durante os últimos dez dias”, contou Adriano de Souza, que antecipou sua viagem para a África do Sul quando viu que ia dar altas ondas na semana passada. “Eu estive aprendendo muito aqui esses dias e sei que preciso aplicar nas baterias o que venho fazendo nas últimas semanas. Estou feliz por ter vencido, mas foi uma bateria difícil contra o Kai (Otton) e o Josh (Kerr), pois ambos têm uma história incrível aqui em J-Bay”.

Depois dessa bateria, Gabriel Medina fez novos recordes para o J-Bay Open e a sua maior nota só foi superada quatro confrontos depois por outro brasileiro, Wiggolly Dantas. Antes, o número 1 do Jeep WSL Leader, Matt Wilkinson, foi derrotado pelo também australiano Davey Cathels, a fera Kelly Slater venceu Filipe Toledo na sua última onda e Jadson André também ficou em segundo lugar contra o americano Kolohe Andino. Já Wiggolly destruiu uma longa direita com uma série interminável de manobras potentes de backside para arrancar nota 9,27 dos juízes. No entanto, não conseguiu uma segunda onda boa para somar e acabou sendo superado pelo sul-africano Jordy Smith, que computou duas na casa dos 8 pontos para vencer por 16,43 a 15,10, com o australiano Adam Melling ficando em último com 9,40.

Apesar da melhor onda surfada por um brasileiro no primeiro dia em Jeffreys Bay, Wiggolly Dantas terá que disputar a segunda fase na África do Sul e num duelo brasileiro com Jadson André, que acabou sendo formado logo na primeira rodada eliminatória do J-Bay Open. Mas, a participação do Brasil na primeira fase foi encerrada com uma vitória espetacular de Caio Ibelli, de virada numa última onda muito bem surfada que valeu nota 7,93. Com ela, atingiu 15,26 pontos para tirar a classificação direta para a terceira fase do campeão mundial Joel Parkinson, que totalizou 13,60. Em último ficou o francês Jeremy Flores com 12,90.