4 de novembro de 2015

Equipe de campeão pan-americano disputa Brazil Run Series

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Foto: Daniel Comunian //

Um dos grandes nomes do atletismo brasileiro, o mineiro Wander do Prado Moura levará atletas de Contagem para a penúltima etapa da competição, dia 15.

Um grupo de mineiros de Contagem disputará a etapa de Belo Horizonte do Brazil Run Series/Circuito de Corridas CAIXA, dia 15, embalado pelas conquistas do fundista que dá nome à equipe. Wander do Prado Moura, campeão pan-americano dos 3.000 m com obstáculos em 1995, com recorde sul-americano ainda não superado, vice-campeão mundial de maratona de revezamento em 1996, hoje vê seus alunos se destacarem em provas estaduais e nacionais.

Depois de entrar para a história do atletismo brasileiro ao lado de Joaquim Cruz e João do Pulo, Wander chegou a ser secretário adjunto de esportes em sua cidade natal e foi indicado como cidadão honorário de Contagem. Em 2012, criou a Wander do Prado Runners, reunindo tanto atletas de ponta como amadores em busca de mais qualidade de vida.

“Tenho atletas brigando pelas primeiras colocações em provas estaduais, hoje. Disputam inclusive com os fundistas do Cruzeiro, uma grande equipe de Minas Gerais”, orgulha-se Wander.

De volta às corridas em 2013, quando decidiu disputar a Volta da Pampulha para incentivar uma senhora de 65 anos de sua equipe, Wander hoje se divide entre a preparação dos alunos e o próprio treinamento. O atleta planeja disputar uma maratona, única distância que ainda não correu, em 2016, ano em que a Olimpíada chega ao Brasil. A presença dos Jogos no País, aliás, é mais um fator de motivação para Wander e sua equipe.

“Eu tive o privilégio de disputar a 100ª Olimpíada, em Atlanta, em 1996. Foi um marco muito importante, e até hoje conto a história à minha família. Imagine então competir numa Olimpíada em casa, diante da sua torcida. É algo para levar para a vida. Para os atletas amadores também será um grande incentivo poder observar de perto os melhores esportistas do mundo”, defende Wander.

O atleta ainda vê com otimismo a participação dos brasileiros no atletismo dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro. “Temos alguns atletas com chances de chegar às semifinais e às finais. Mas competir em casa não é fácil, a pressão de representar bem o País é muito grande. É preciso fazer desde já uma boa preparação psicológica, para ter tranquilidade durante a disputa”, acredita.