26 de maio de 2017

Fernanda Garcia e seus pais disputam Ironman Florianópolis

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Foto: Divulgação //

A “Família Ironman” estará completa na capital catarinense para competir na prova internacional de triathlon na manhã de domingo.

Atual campeã do circuito do Troféu Brasil de Triathlon e líder no ranking da competição em 2017, Fernanda integrará a “Família Ironman” para disputar seu terceiro Ironman na capital catarinense ao lado de seus pais, Celio e Regiane. Os três já competiram juntos em 2013 e 2014.

Enquanto a atleta santista, especialista na modalidade olímpica, chega à terceira disputa nas medidas 3,8 km de natação, 180 km de bike e 42 km de corrida, seus pais têm experiência de sobra para ajudá-la na prova. A mãe fará seu décimo Ironman, incluindo uma edição do Mundial de Kona, no Havaí (EUA), e seu pai disputará pela sétima vez a competição. No domingo, os três largarão juntos, às 7h15 da manhã, na praia de Jurerê.

“Fiz o Ironman em 2013 e 2014, ambas as vezes junto com meus pais. Minha mãe tem nove Ironman completados, sendo um deles no Havaí, e o meu pai já tem seis. Cada um faz no seu ritmo. Eu ando um pouco mais rápido do que eles, só que a gente se procura durante a prova. Se tem oportunidade de conversar, nós conversamos e um pergunta ao outro se está tudo bem. Vamos mantendo o contato, às vezes perguntamos para conhecidos no público como estão indo”, conta Fernanda.

Desde o início do ano, os três treinam praticamente juntos. Enquanto na natação Fernanda faz seu treinamento sozinha e seus pais juntos, na bike e na corrida eles costumam se encontrar durante as atividades. Desde março, as ações foram intensificadas para o trio. Aos sábados os treinos geralmente são os mais longos, saindo de casa às 5h30 e voltando por volta das 14h.

“É normal ter marido e mulher ou pai e filho competindo, mas mãe, pai e filha é algo muito raro no Ironman e ao mesmo tempo muito especial para nós três. Ter um atleta praticante de Ironman na família é complicado, por causa da rotina de treinos. Imagina três debaixo do mesmo teto? A gente sai para treinar juntos, natação eu vou em um lugar e eles em outro, mas pedal sempre no mesmo local e nos encontramos no percurso. A mesma coisa na corrida. Meu pai e minha mãe fazem os três treinos simultâneos. Não se desgrudam”, conta a atleta.

“Teve um Ironman que foi engraçado, porque meu pai estava saindo para correr e eu havia completado a metade, ou seja, 21 km da corrida. Saí para minha última metade ao lado dele e fomos conversando, mas cada um concentrado em sua prova”, relembra Fernanda. “O Ironman é uma prova especial. São meses treinando e se dedicando, muito focado na disputa. A gente fica ainda mais ansiosa, porque são dias de dedicação, acordando muito cedo e com uma rotina muito intensa de treinos. Quando vamos para uma prova juntos, fica aquela expectativa de que tudo ocorra bem e nada de mau nos aconteça. A preocupação não é única em si, mas sim tripla”, finaliza.