13 de novembro de 2015

Fotógrafo paulista concorre a melhor foto de iatismo

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Foto: Marcos Méndez //

Imagem escolhida por Marcos Méndez para o concurso foi tirada neste ano, no Mundial da classe Soto 40, em Jurerê, Florianópolis. A votação é aberta ao público e está disponível até dia o 1º de dezembro.

O fotógrafo paulista Marcos Méndez foi selecionado para concorrer ao prêmio de melhor fotografia de iatismo do mundo em 2015, no concurso “Mirabaund Yacht Race Image”. Em preto e branco e com carga poética, a imagem escolhida para o concurso foi tirada neste ano, no Campeonato Mundial da classe Soto 40, em Jurerê, Florianópolis. Caso seja o vencedor e traga essa conquista para o Brasil, Méndez entraria para a história com um fato inédito na disputa do prêmio, que nunca teve um ganhador de fora da Europa.

A votação está aberta até o dia 1º de dezembro. O fotógrafo conta com o apoio dos amantes do esporte para ganhar o prêmio do público. Haverá também um júri especializado que julgará as oito fotos mais votadas. Os interessados em contribuir e votar em sua foto devem entrar no endereço http://goo.gl/lXwLQB e pelo Facebook, clicar em “J’aime”. O resultado do concurso será anunciado dia 6 de dezembro em Genebra, na Suíça.

Nas palavras do jovem de 24 anos, a dificuldade da fotografia de vela é fazer algo belo e significativo, tanto para o velejador, quanto para quem não é especialista. “Neste concurso, muitos apelam para o olhar da emoção no rosto dos esportistas, para a adrenalina do momento, mas eu decidi ir para um lado mais delicado e subjetivo, captando apenas a perfeição dos balões formados pelas velas. Naquele dia, na quarta regata do campeonato, já fui para a área de regatas pensando que queria fazer uma foto com os balões que fugisse do padrão. Quando vi o alinhamento dos barcos em uma das boias, acelerei o bote de onde fotografo para ver se podia me alinhar também. Fiz a foto e, no mesmo momento, percebi que pela neblina, pelas cores lavadas, o contraste e as luzes formadas nesse momento, a foto deveria ser em preto e branco. Intitulei-a como Sidney Opera House”, conta.

Marcos, de apenas 24 anos, é considerado um prodígio no ramo do fotojornalismo. Começou a carreira com apenas 14 anos, clicando para a revista Velejar e Meio Ambiente, um ícone editorial do ramo náutico no Brasil na época. Nesses 10 anos, trabalhou em agências internacionais e revistas semanais de grande tiragem. Nos últimos quatro dedicou-se a sua grande paixão e especializou-se como fotógrafo de vela, realizando trabalhos para os maiores eventos do esporte no Brasil e exterior.