14 de dezembro de 2015

Maria Esther Bueno dá nome à quadra central

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Foto: Cristiano Andujar //

Vencedora de 19 títulos de Grand Slam foi homenageada no Correios Brasil Masters Cup.

Uma homenagem a Maria Esther Bueno, vencedora de 19 títulos de Grand Slam, marcou as atividades no Aquece Rio – Correios Brasil Masters Cup, evento-teste do Centro Olímpico de Tênis da Barra que acontece em parceria do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 com a Confederação Brasileira de Tênis, com patrocínio dos Correios, Governo do Estado do Rio de Janeiro e Claro.

A quadra central do Centro Olímpico de Tênis foi batizada com o nome de Maria Esther Bueno e oficialmente inaugurada em cerimônia que contou com a presença de Jorge Lacerda, presidente da Confederação Brasileira de Tênis, Carlos Arthur Nuzman, presidente do COB (Comitê Olímpico Brasileiro), Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro, Luiz Eduardo Pezão, governador do Estado do Rio de Janeiro, Ricardo Leyser, Secretário de Alto Rendimento do Ministério do Esporte e Marcos Jorge, ministro interino do Esporte.

Oito vezes campeã de Wimbledon, Maria Esther não escondeu a emoção de receber uma das maiores homenagens de sua vida.

“Uma homenagem fantástica, uma homenagem grandiosa, acho que foi uma das maiores que eu recebi em toda a minha vida e eu tenho que dar os parabéns ao pessoal do Rio, aos responsáveis pela construção do estádio, pela Olimpíada toda, que mostraram uma força de vontade, um dinamismo que só o povo brasileiro tem mesmo”, afirmou.

“A gente pode esperar que a melhor Olimpíada de todos os tempos vai ser aqui no Brasil, principalmente por ser no Rio, uma cidade tão maravilhosa, vai ser o que há de bom”, acrescentou Maria Esther.

Ainda durante a cerimônia, o maior nome do tênis masculino brasileiro chegou para engrandecer a cerimônia. Gustavo Kuerten fez questão de comparecer na inauguração do complexo e comentou sobre a homenagem.

“Eu achei a homenagem formidável, porque o tênis precisa dessa continuidade, de sempre construir a nossa história. É fundamental dar continuidade, cultivar nossa história, realçar essas grandes conquistas dela, todos os méritos. Eu imagino a relação de como era naquela época para ela (Maria Esther) alcançar todos esses resultados e hoje a condição muito mais favorável, que é isso o que a gente busca para uma nova realidade do tênis, para que os atletas não precisem enfrentar as mesmas dificuldades que a gente viveu em outras épocas”, comentou o ex-número 1 do mundo.

“Então, acho que torna assim um presente e um legado formidável, a estrutura física aqui, eu me arrisco a dizer que encaixa com o momento oportuno do desenvolvimento do tênis do nosso país, nós já tivemos algumas lições que foram mal sucedidas, deixamos de aproveitar grandes oportunidades e através disso também houve um aprendizado. Acho que a gente hoje tem condições de receber uma quadra como essa, angariar projetos, empresas, atividades para que dê manutenção e continuidade no trabalho no dia a dia. É muito satisfatório poder vir aqui, ver de perto uma realidade que não teria como imaginar há 15, 20 anos atrás sendo realizado. Hoje é um Maracanã do tênis brasileiro e talvez propício a estender isso para penetrar em um nível internacional”, finalizou Guga.