9 de outubro de 2015

Mariana Pajón é campeã do Aquece Rio de BMX

265753_546150_pajon___rio_2016_lucas_freitas

Foto: Lucas Freitas //

Evento foi interrompido nas quartas de final por causa da chuva e valeram as posições até esta fase.

A colombiana Mariana Pajón (GW Shimano) confirmou o favoritismo e foi campeã do Aquece Rio de BMX, evento-teste da Olimpíada de 2016 realizado no último fim de semana no Rio de Janeiro. Atual campeã olímpica – medalha de ouro em Londres 2012 -, campeã mundial de 2015 e líder do ranking da União Ciclística Internacional (UCI), a atleta provou que é o nome a ser batido na modalidade na Rio 2016. Com o título, Mariana garantiu 50 pontos no ranking mundial.

A competição precisou ser encurtada por causa da chuva. Por isso, prevaleceu o resultado da primeira rodada das quartas de final, na qual Mariana Pajón foi a mais rápida, superando a venezuelana Stefany Hernandez e a norte-americana Brooke Crain, respectivamente segunda e terceira colocadas.

O evento teve outros contratempos além da chuva. Na sexta-feira, os ciclistas se reuniram reivindicando mudanças na pista e fizeram apenas um reconhecimento, alegando falta de segurança. A organização do evento, então, fez alguns ajustes no sábado e concentrou todas as baterias de domingo na pista feminina, pois o solo da masculina ainda não estava compactado.

Ao contrário de alguns atletas, Mariana Pajón elogiou o circuito, segundo ela “rápido e desafiador, com saltos maiores que o habitual”. “Tenho mais ossos quebrados do que títulos mundiais. Se você quiser algo seguro, vá fazer natação”, disse a bem-humorada colombiana, 18 vezes campeã mundial, elencando os ossos do corpo já fraturados: pulso, costela, clavícula e tornozelo.

Renato Rezende é bronze

O carioca Renato Rezende (GT/FOP/Shimano) também se destacou na competição, obtendo o melhor resultado da seleção brasileira de BMX. O ciclista conquistou a medalha de bronze entre os homens, atrás apenas do letão Edzus Treimanis e do francês Amidou Mir, resultado com o qual somou 40 pontos no ranking mundial. O colombiano Carlos Oquendo (GW Shimano) ficou em sétimo, obtendo 26 pontos UCI.

“A pista está boa, mas ainda precisa de alguns retoques. As autoridades tiveram um grande aprendizado com esse evento-teste, que serviu para mostrar a realidade e apontar as adaptações necessárias para a Rio 2016″, avaliou Renato.