25 de novembro de 2015

Mitsubishi Petrobras enfrentará os 9.583 km do Rally Dakar

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Foto: Jorge Cunha //

Guilherme Spinelli / Youssef Haddad, Carlos Sousa / Paulo Fiuza e João Franciosi / Gustavo Gugelmin defendem as cores do Brasil na maior prova off-road do mundo.

Partindo de Buenos Aires e retornando à Rosario, na Argentina, passando pela Bolívia, serão 9.583 quilômetros e 15 dias no maior desafio off-road do planeta, o Rally Dakar. A Mitsubishi irá com três ASX Racing para a disputa, com as duplas: Guilherme Spinelli / Youssef Haddad e Carlos Sousa / Paulo Fiuza, pela Equipe Mitsubishi Petrobras e João Franciosi / Gustavo Gugelmin, pela Ralliart Brasil.

“Iremos com uma equipe forte. São três carros iguais desenvolvidos pela Ralliart Brasil com três duplas experientes. Isso aumenta a troca de informações entre os pilotos e dá mais tranquilidade durante a prova”, afirma Spinelli.

Com uma grande experiência no off-road e três títulos consecutivos na categoria Protótipos T1 do Rally dos Sertões, João Franciosi faz sua estreia na maior prova off-road do mundo. “Quando alguém entra no rali, almeja fazer o Dakar com um carro top. E depois de 11 anos de Rally Sertões estou realizando esse sonho. Um objetivo que vinha buscando há muito tempo e isso é muito gratificante”, comemora Franciosi.

O Rally Dakar terá 556 competidores de 60 países. Uma das novidades desta edição será o prólogo realizado em Buenos Aires. Com apenas 11 quilômetros, a prova no dia 2 de janeiro definirá a ordem de largada.

Com a saída do Peru do roteiro, a organização se viu obrigada a alterar o planejamento inicial, o que mudou também as características da competição. “Vai ser um percurso muito diferente, com características de um baja, com mais caminhos e estradas do que de deserto. Esse tipo de prova nos favorece”, disse Carlos Sousa.

O Dakar começa a mostrar suas dificuldades logo no terceiro dia, com a maior especial desta edição. Serão 521 km de trecho cronometrado entre Villa Carlos Paz e Termas de Rio Hondo, na Argentina, totalizando 858 km.

“A primeira parte do rali terá especiais longas, dias longos, mas com características mais tranquilas”, destaca o navegador Youssef Haddad. Uma novidade que irá dificultar ainda mais será a etapa maratona logo no quarto dia de competição. Desta vez, nem os pilotos poderão fazer a manutenção nos veículos, como normalmente ocorre. “Desde 1998 o Dakar não faz algo desse tipo”, ressalta Youssef.

Na chegada à Bolívia, a chuva pode complicar e dificultar ainda mais as especiais, assim como ocorreu em 2015. “A Bolívia foi um misto de surpresas. Os carros estarão sujeitos a um enorme desgaste e a altitude sempre preocupa”, afirma Carlos Sousa.

Descanso em Salta

O dia de descanso para os competidores será em Salta, na Argentina, em 10 de janeiro. Mas é a partir daí que a prova começará a complicar ainda mais.

“Serão três dias em Fiambalá, uma região que tem o maior índice de abandonos da competição, devido ao alto grau de dificuldades. A organização divulgou que a etapa que é um laço em Belén será a pior especial de deserto da história da prova. E aquela região, apesar de não ter grandes extensões de desertos, tem plenas condições para isso”, descreve Youssef.

O maior dia em quilometragem será já na reta final, com 931 km entre San Juan e Villa Carlos Paz, com 481 km de especial.