28 de abril de 2015

MOLICO/Nestlé é vice-campeão da Superliga

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Foto: João Pires //

Equipe de Osasco não resistiu ao maior volume de jogo do Rexona-Ades na manhã do último domingo na Arena da Barra.

O MOLICO/Nestlé fez uma grande Superliga. Suas jogadoras e comissão técnica honraram a camisa do primeiro ao último jogo. E justamente na partida final, apesar de toda a luta, não deu. Na manhã do último domingo, na Arena da Barra, no Rio de Janeiro, a equipe de Osasco foi superada pelo Rexona-Ades por 3 sets a 0, parciais de 25/21, 25/23 e 25/19, em 1h32min, que conquistou o título nacional. Adenízia foi a maior pontuadora da equipe de Osasco, com 12 acertos. Natália foi a mais eficiente em quadra, com 16 e a levantadora Fofão ganhou o VivaVôlei como a melhor da final, acompanhada por um público de mais de 14 mil pessoas.

Camila Brait, eleita a melhor do campeonato na recepção e segunda em defesa, fez uma avaliação da partida. “Desperdiçamos muitas bolas de graça e cometemos erros bobos. O time entrou afobado e querendo pontuar de qualquer maneira. No segundo set melhoramos, mas deixamos escapar novamente. Iniciamos bem a terceira parcial, construímos uma vantagem, porém, novamente vacilamos e elas viraram a partida”, analisou a defensora.

Para Dani Lins, o time falhou nos começos dos sets. “Faltou tudo. Não conseguimos fazer nosso jogo. O melhor que fizemos foi o saque e nos ajudou a abrir vantagem. Não fomos eficientes na virada de bola e o sistema defensivo também não funcionou. Elas jogaram para serem campeãs e a gente demorou para entrar no jogo. Os placares foram justos, mas começamos mal e depois quando tentamos reagir não dava mais tempo”, afirmou a levantadora.

O técnico Luizomar não conseguiu esconder a tristeza pela resultado, mas enalteceu o espírito de luta de sua equipe ao longo da Superliga. “Nós tivemos problemas, conseguimos nos ajustar a tempo de lutar pelo título. Hoje, infelizmente, não fizemos uma boa partida e contra um time como o Rexona, que foi o mais regular da competição, não se pode desperdiçar nenhuma chance”, disse o treinador, que completou: “A equipe continua trabalhando. É um time que envolve a cidade, e a gente fica frustrado, pois queria dar essa alegria aos torcedores. A Nestlé é um grande patrocinador e marca mais uma vez sua história no esporte com esta final.”

O jogo

A decisão começou como um verdadeiro pesadelo para o MOLICO/Nestlé. Enquanto o ataque parava no bloqueio e a recepção se mostrava irregular, o time de Osasco viu o Rexona abrir vantagem, chegando a ter oito pontos à frente (16/8). A entrada de Mari no lugar de Ivna ajudou a encaixar o jogo das comandadas de Luizomar e aos poucos elas conseguiram equilibrar a parcial. Com pontos importantes de Adenízia, o MOLICO encostou e chegou 21/23. Porém, a reação não evitou a vitória das cariocas por 25/21, em 30 minutos. Total: ataque (15), bloqueio (2), erros do adversário (4).

Depois da recuperação na parcial inicial, o MOLICO/Nestlé entrou ligado no segundo set. Apesar do maior equilíbrio em quadra, a equipe de Osasco seguiu correndo atrás do placar. O Rexona chegou à frente nas duas paradas técnicas (8/4 e 16/13), mas as comandadas de Luizomar não se entregaram em nenhum momento. Com dois ataques seguidos de Carcaces e mais dois erros das adversárias, encostaram de vez no 18/19. Com o jogo aberto, Dani Lins encaixou uma bola de segunda e Thaísa cravou pelo meio no 21/23. Na sequência, Adenízia fez 23/24 no bloqueio, mas não conseguiu evitar que o adversário carioca fechasse por 25/23 para abrir 2 a 0 na final, após 33 minutos. Total: ataque (14), bloqueio (3), saque (1), erros do adversário (5).

O MOLICO/Nestlé entrou em quadra no terceiro set disposto a matar para não morrer. Com o bloqueio bem montado, saque forçado e muita disposição ofensiva, chegou, pela primeira vez nessa decisão, ao primeiro tempo técnico na frente (8/5). O Rexona, porém, não estava disposto a facilitar. Encostou, empatou no 15/15, virou na segunda parada técnica (16/15) e abriu três pontos no 18/15, obrigando Luizomar a parar o jogo para orientar suas atletas. Ela responderam e seguiram na batalha para levar o duelo para o quarto set. Porém, o maior volume de jogo das cariocas se impôs e a vitória veio por 25/19 após 29 minutos. Total: ataque (7), bloqueio (4), erros do adversário (8).

No MOLICO/Nestlé jogaram e marcaram: Dani Lins (2), Ivna (2), Carcaces (9), Gabi (5), Thaísa (7), Adenízia (12) e a líbero Camila Brait. Entraram : Diana, Mari (8) e Samara (1). Técnico Luizomar de Moura.

No Rexona-Ades jogaram e marcaram: Fofão, Régis (8), Natália (16), Gabi (12), Juciely (7), Carol (8) e a líbero Fabi. Entraram: Amanda (1), Roberta, Bruna (1). Técnico: Bernardinho

As melhores da Superliga

Após o término da partida, a CBV premiou as melhores jogadoras em cada fundamento na Superliga 2014/15. A líbero Camila Brait, do MOLICO/Nestlé, conquistou o troféu de melhor recepção. Carol, do Rexona-Ades, ganhou no bloqueio, Gabi, também do time carioca, foi a eleita em ataque. Mimi Sosa, do Rio do Sul/EquiBrasil, ganhou no saque, Suelen, do Sesi-SP, a mais eficiente em defesa, e Macris, do Pinheiros, a melhor levantadora. Por último, a Gabi, do Rexona-Ades, ganhou o prêmio como maior pontuadora da competição.

Thaisa eleita a “Craque da Galera” – A capitã Thaisa foi eleita a “Craque da Galera” em enquete do globoesporte.com. A campeã olímpica recebeu quase 98 mil (44%) dos 221.887 votos. A segunda colocada foi Jaqueline, do Camponesa/Minas, com pouco mais de 92 mil (42%). “Fiquei muito feliz com o prêmio e quero agradecer muito aos nossos torcedores e a todos que me escolheram”, afirmou Thaisa.