16 de novembro de 2015

Robson Santos é campeão da WSL South America

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Foto: Daniel Smorigo //

Título iniciado com vitória na Argentina garantiu participação nas etapas do QS 10000 e QS 6000 que são decisivas na busca pelas vagas do ranking de acesso para a divisão de elite da World Surf League.

O paulista Robson Santos, 28 anos, é o novo campeão sul-americano de surf profissional da World Surf League South America. Ele liderou o ranking desde a vitória no Rip Curl Pro Argentina em Mar del Plata, a primeira das quatro etapas do WSL Qualifying Series com status até QS 6000 realizadas na América do Sul esse ano. Robson conquistou o título no ano que a World Surf League implantou uma nova regra, de premiar os campeões dos sete escritórios regionais pelo mundo com participação garantida nas etapas do QS 10000 e QS 6000, que são decisivas na disputa pelas dez vagas do Qualifying Series para a elite dos top-34 que disputa o título mundial no Samsung Galaxy WSL Championship Tour.

“Meu objetivo para esse ano era esse, de poder disputar os QS 10000 e comecei praticamente do zero a busca por pontos no ranking, mas fui bem na Argentina ganhando a primeira etapa do ano lá e depois foi dando tudo certo até conseguir o título, que foi muito importante para mim e para a minha carreira”, disse Robson Santos. “Estou muito feliz e agora é treinar cada vez mais e se concentrar pro ano que vem, além de correr atrás de um patrocínio também para poder disputar o Circuito Mundial desde o início na Austrália mais tranquilo”.

Para competir nas provas mais importantes, com status QS 10000, só existia um caminho, estar entre os 100 primeiros no ranking do WSL Qualifying Series. Muitos ainda estão batalhando para terminar neste grupo na Tríplice Coroa Havaiana, que está fechando a temporada na ilha de Oahu. Robson Santos ocupa a 97.a posição depois da “perna brasileira” da WSL South America encerrada no domingo com vitória de Miguel Pupo no Oi HD São Paulo Open of Surfing na Praia de Maresias, em São Sebastião. Ele até teria que ir para o Havaí defender vaga se não garantisse sua participação nos QS 10000 do ano que vem com o título de campeão sul-americano.

“Foi muito bom isso, senão eu ainda ia estar na agonia correndo atrás de pontos no Havaí, que é sempre muito difícil de competir”, continuou Robson Santos. “Eu comecei bem o ano lá na Argentina e cheguei na Bahia bem concentrado no que precisava fazer. Eu sabia que tinha que ficar na frente do Deivid Silva e entrei numa fase do campeonato antes da dele ainda. Mas, fui ganhando as baterias, ele perdeu de cara e quando passei pela fase que ele estava, consegui bater o martelo e sacramentar esse título”.

Robson Santos recebeu o seu troféu de campeão sul-americano da WSL South America no pódio do QS 10000 Oi HD São Paulo Open of Surfing em Maresias. O ranking da WSL South America computou os três melhores resultados de cada atleta nas quatro etapas do Qualifying Series com status até QS 6000 realizadas no continente, todas valendo 1.000 pontos na disputa do título regional. Depois da vitória na final do QS 1500 Rip Curl Pro Argentina contra o norte-americano Nic Hdez em Mar del Plata, Robson Santos ficou em 17.o lugar no QS 1500 Maui and Sons Arica World Tour, sendo barrado pelo francês Andy Criére e pelo chileno Cristian Merello nas grandes ondas de El Gringo, no Chile.

Nas duas etapas do QS 6000 do Brasil, ele descartou a 73.a posição no Red Nose Pro Florianópolis SC, pois só passou pela primeira fase no Costão do Santinho, perdendo na segunda para o francês Nomme Mignot e o australiano Nathan Hedge. Mas, nas ondas quentes da Bahia, ganhou duas baterias e garantiu o título sul-americano com a 25.a colocação no Mahalo Surf Eco Festival em Itacaré, já que o seu principal concorrente, Deivid Silva, campeão da primeira prova da “perna brasileira” na Ilha de Santa Catarina, já havia sido eliminado na fase anterior.

“Eu já estou fazendo um planejamento para o ano que vem, colocando algumas metas”, contou Robson Santos “Eu vou começar os treinos ainda esse ano para ir pra Austrália já em janeiro para ficar lá treinando. Quero surfar nas ondas que vão ter os primeiros campeonatos importantes pra tentar começar bem o ano lá, porque certamente o objetivo principal para 2016 é buscar uma vaga no CT”, prometeu.

Robson Santos agora escreve seu nome na Galeria dos Campeões Sul-americanos pela primeira vez, pois os outros que festejaram títulos da WSL South America nesta temporada já estavam na lista. A peruana Sofia Mulanovich repetiu a conquista de 2012 no Maui and Sons Pichilemu Woman Pro também no último fim de semana no Chile. Já nas outras categorias, os campeões foram os mesmos do ano passado, o brasileiro Deivid Silva e a peruana Miluska Tello no Pro Junior para surfistas com até 20 anos de idade e o peruano Piccolo Clemente e a brasileira Atalanta Batista no Longboard.

CAMPEÕES REGIONAIS

Robson Santos também figura na primeira relação dos campeões regionais da World Surf League com participação garantida nas etapas do QS 10000 e QS 6000 do ano que vem. O da WSL Australasia foi conquistado pelo australiano Dale Lovelock, 28 anos. O da WSL North America ficou com o porto-riquenho Brian Toth, 30 anos. O campeão da ASP Europe foi o carioca Pedro Henrique, 33 anos, agora competindo por Portugal por morar lá há alguns anos. O da WSL Hawaii foi o havaiano Ian Walsh, 32 anos. O da WSL Africa foi o sul-africano David Van Zyl, 22 anos. E o da WSL Japan foi o japonês Kaito Ohashi, 23 anos.