Tyler Wright vence o Roxy Pro France

Foto: Kirstin Scholtz //

Australiana assume a vice-liderança no ranking e Filipinho é o quinto brasileiro a passar para a terceira fase do Quiksilver Pro France e enfrentará Adriano de Souza pela terceira vez esse ano.

Com boas ondas de 4-6 pés no domingo de praia lotada, Les Gardians foi o palco da etapa francesa do Samsung Galaxy ASP World Championship Tour pelo terceiro dia consecutivo em Hossegor. Foram realizadas as três baterias que restavam para fechar a repescagem do Quiksilver Pro France e Filipe Toledo despachou o australiano Adam Melling para fazer mais um duelo brasileiro com o também paulista Adriano de Souza nesse ano. Ainda rolaram os quatro primeiros confrontos da terceira fase entre as baterias do Roxy Pro France, que foi encerrado no domingo com vitória da australiana Tyler Wright na final contra a norte-americana Courtney Conlogue.

Com este resultado, a disputa do título feminino ficou ainda mais embolada entre as quatro primeiras colocadas no ranking. Cada uma delas agora tem duas vitórias nas oito etapas do Samsung Galaxy ASP Women´s World Tour completadas na França. Tyler Wright começou o domingo vingando a derrota sofrida na final do Roxy Pro do ano passado para a também australiana Sally Fitzgibbons, que se mantém na frente. Depois passou pela francesa Johanne Defay nas semifinais e não deu qualquer chance para a norte-americana Courtney Conlogue. A australiana fez uma apresentação impecável, conseguindo quatro notas acima dos 9 pontos. Nas duas ondas computadas no resultado, atingiu 19,20 pontos somando 9,70 com 9,50 para pular do quarto para o segundo lugar no ranking e entrar de vez na briga do título mundial.

“As condições do mar estão muito boas e eu consegui imprimir um ritmo forte na bateria desde o início”, falou Tyler Wright, que agora totaliza 56.200 pontos no ranking, contra 57.900 da líder Sally Fitzgibbons, 55.950 da terceira colocada, Stephanie Gilmore, e 54.700 da quarta, Carissa Moore. “Eu acho que minhas quatro primeiras ondas foram todas acima dos 9 pontos, então eu realmente procurei apenas me divertir e surfar o meu melhor possível. Eu sempre tenho conseguido bons resultados aqui na França ao longo dos anos e estou muito feliz por colocar meu nome mais uma vez no troféu das campeãs deste evento”.

Enquanto o prazo do Quiksilver Pro France prossegue até o dia 6 de outubro em Hossegor, as meninas já partem para Portugal porque no dia 1.o, quarta-feira, começa a penúltima etapa do WCT feminino, o Cascais Women´s Pro que vai até 7 de outubro na Praia do Guincho, em Cascais, Estoril. Diferente do masculino que pode definir o título mundial já em Portugal, a disputa está tão acirrada entre as meninas que a campeã só será conhecida na etapa final que voltará a ser disputada no Havaí, no Maui Women´s Pro em Honolua Bay, de 24 de novembro a 6 dezembro na ilha de Maui.

CINCO BRASILEIROS

Agora o restante do prazo na França é só para o Quiksilver Pro. No domingo foram realizadas sete baterias, as três que restavam para fechar a repescagem e as quatro primeiras da terceira fase. O paulista Filipe Toledo foi o único brasileiro que competiu e ganhou um duelo muito disputado contra o australiano Adam Melling, encerrado em 16,00 a 15,77 pontos. O mais jovem integrante da elite mundial, 19 anos, agora volta a encarar Adriano de Souza na terceira fase pela terceira vez este ano. Bem mais experiente, Mineirinho derrotou Filipinho em Bells Beach e também na etapa passada, em Trestles, nos Estados Unidos.

Os dois se enfrentarão na nona bateria, logo após o confronto do também paulista Miguel Pupo com o australiano Owen Wright. Mas, o primeiro a entrar no mar no próximo dia de boas ondas em Hossegor é o líder do ranking, Gabriel Medina, na sexta bateria com o francês Jeremy Flores. E o quinto brasileiro que ainda está vivo na disputa do título do Quiksilver Pro France é o potiguar Jadson André, que vai fechar a terceira fase contra o australiano Joel Parkinson.

CORRIDA DO TÍTULO

O domingo foi o segundo dia de Gabriel Medina como um mero espectador na França. Depois de estrear com vitória em Les Gardians na sexta-feira e passar direto para a terceira fase, o fenômeno de Maresias, praia de São Sebastião onde ele mora, só tem assistido seus adversários competirem. Dos quatorze que chegaram no Quiksilver Pro France com chances matemáticas de título mundial, dois já saíram da briga, o norte-americano Nat Young e o australiano Bede Durbidge, que não passaram nenhuma bateria em Hossegor.

No domingo, se apresentaram quatro concorrentes mais diretos do brasileiro nas baterias que abriram a terceira fase e um deles foi barrado, o número 5 do ranking, Michel Bourez, que acabou eliminado pelo australiano Matt Wilkinson na penúltima bateria do dia. O taitiano agora fica na torcida para que Gabriel Medina não chegue na grande final, pois se isso acontecer ele também não terá mais chances de superar o brasileiro, mesmo que vença as duas últimas etapas da temporada, em Portugal e no Havaí.

O oitavo e o nono colocado, o havaiano John John Florence e o norte-americano Kolohe Andino, respectivamente, também dependem do resultado de Medina na França para continuarem na briga. Andino despachou o havaiano Fredrick Patacchia e John John usou os aéreos de novo para ganhar o duelo havaiano com Sebastian Zietz que fechou o domingo em Les Gardians. Já o atual campeão mundial e defensor do título do Quiksilver Pro, Mick Fanning, garantiu seu nome entre os candidatos ao título, mesmo com vitória de Gabriel Medina na França. Por enquanto, além do australiano, só Kelly Slater também segue com chances matemáticas para Portugal, independente do que o brasileiro consiga em Hossegor.

GARANTIDO NA BRIGA

Mick Fanning travou uma batalha duríssima contra o também australiano Dion Atkinson na bateria que abriu a terceira fase. Os dois fizeram os maiores placares do domingo entre os homens, com Fanning levando a melhor por 17,27 a 16,53 pontos. A passagem para a quarta fase era a condição mínima para ele continuar na briga do título, caso Gabriel Medina repita a sua primeira vitória no WCT, conquistada em 2011 no Quiksilver Pro France. O brasileiro atingiria 61.350 pontos no ranking e Fanning agora poderá igualar essa marca se vencer o Moche Rip Curl Pro em Portugal e o Billabong Pipe Masters no Havaí, ou seja, matematicamente ainda tem chances.

“Competir aqui na França é preciso paciência”, ensina Mick Fanning. “As condições do mar podem mudar a cada dia e bateria a bateria, então você tem que ser paciente e ficar muito atento. Essa é a chave pra se dar bem aqui. O Dion (Atkinson) tem sido um forte adversário ultimamente. Ficamos trocando notas bastante altas lá fora e é sempre motivador quando você vê seu adversário conseguir uma boa onda, desde que você consiga uma também para poder reverter o resultado. Foi uma grande bateria e estou feliz por ter avançado”.

Mick Fanning agora vai disputar a primeira vaga direta para as quartas de final contra o também australiano Matt Wilkinson e o norte-americano Kolohe Andino. Mas, esta fase não é eliminatória e classifica o vencedor da bateria, mas os perdedores têm uma segunda chance na repescagem. O havaiano John John Florence está na segunda e aguarda os resultados das duas primeiras baterias do próximo dia para saber quem serão seus adversários. Um deles pode ser Gabriel Medina, caso o brasileiro consiga derrotar o francês Jeremy Flores na sexta bateria.