6 de novembro de 2013

Polo Aquático

02-01-dsc_5987
02-02-dsc_5939
02-03-dsc_6055

Por Andréa Spalding  :: Fotos Christiano Cardoso

O esporte do desafio e do relaxamento psicológico

Quando se fala em polo aquático, a primeira coisa que se pensa é num jogo de homens que tenham um porte físico avantajado e uma super-resistência. Que nada! Tira esse mito da cabeça, tanto faz ser do sexo masculino ou feminino.

O negócio é se jogar na água e experimentar esse esporte divertido, que emagrece, define o corpo, faz novos amigos e proporciona uma enorme sensação de relaxamento depois de sua prática!

Em Porto Alegre (RS), o polo aquático tem como adeptos homens e mulheres com idades que variam de 14 a mais de 50 anos. Atualmente, na capital dos gaúchos, é possível ter aulas, treinar e jogar no Parque Aquático da PUCRS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul) e na ESEF-UFRGS (Escola de Educação Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul). Não é necessário ser aluno de uma das duas universidades. Isso pelo fato de o esporte não estar vinculado a essas instituições de ensino, apenas são utilizadas as dependências físicas dos locais.

Os praticantes, tanto os que treinam na PUCRS como na UFRGS, formaram a Associação Polo Sul, que possui hoje mais de 70 jogadores, iniciantes ou avançados no esporte.

Requisitos iniciais – Para iniciar no polo aquático, são necessários apenas dois requisitos: força de vontade para aguentar o primeiro mês de aprendizado e saber nadar. Ninguém precisa ser um exímio nadador, mas o básico da natação é fundamental para a prática do esporte ― porque todo o deslocamento dentro do jogo é feito nadando. O professor e treinador Tiago Oliveira Couto brinca com os alunos, dizendo que o primeiro mês para quem começa no esporte é o “mês do terror”. “A pessoa vai se achar a pior do mundo nesse período, mas, passou um dia do primeiro mês, parece que explode de vez, e aí só vai”, enfatizou ele.

Treino e jogo – O polo é um esporte desafiante e considerado entre os esportes coletivos como o de maior dificuldade. Além da parte física, exige muito raciocínio de cada praticante. Entre as técnicas fundamentais, está a pernada de polo aquático, conhecida como eggbeater, que dá toda a sustentação ao jogador, que não toca os pés no fundo da piscina. Conforme explicou Tiago, antes dos 40 minutos de jogo, tem o treino. Nessa etapa, com duração de cerca de 15 minutos, é realizado um aquecimento dentro d’água, em que cada um nada alguns minutos e realiza exercícios de pernas, para não chegar com o corpo frio para a parte específica. Em seguida, na próxima meia hora, os jogadores passam a fazer tiros curtos de natação, de 15 a 25 metros, com bola e sem bola, e com ou sem marcação, proporcionando o condicionamento físico para o jogo. Dentro desse tempo, também é treinada a parte técnica e tática do esporte. Na sequência, vem o jogo, cujo objetivo principal é fazer gol. A partida acontece dentro de uma piscina, num espaço delimitado de 30 metros de comprimento por 20 de largura, com goleiras de três metros de largura por 90 centímetros de altura. A ideia são sete jogadores em campo para cada time e mais seis no banco, divididos em pontas, alas, armador, goleiro e um boia (pivô), que é a pessoa que joga de costas para o gol. São 30 segundos de posse de bola para efetuar o ataque e arremessar a gol.

Competições – Os integrantes da Associação Polo Sul têm em seus currículos participações em competições sul-brasileira, estadual, além de disputas de torneios internacionais, realizados na Argentina e no Uruguai, nos anos de 2007 e 2008. Na primeira edição do campeonato sul-brasileiro, em 2009, em Porto Alegre, a equipe masculina obteve a 3ª colocação, e a feminina, a 2ª posição. Na mesma competição, em 2010, em Florianópolis (SC), os homens ficaram em 4º lugar, e as mulheres, com o vice-campeonato. Neste ano, a competição foi em maio, também em Florianópolis, com a participação somente da equipe masculina, que ficou com a 3ª colocação. Para os campeonatos estaduais que ocorreram em 2009 e no ano passado, na ESEF-UFRGS e no Grêmio Náutico União, os jogadores da Polo Sul dividiram-se em times A, B e C, em razão de a associação ser a representante do Rio Grande do Sul no evento.

Definição pessoal – Para fazer esta reportagem, a Sports Mag conversou com cinco integrantes da Associação Polo Sul, que deixaram claro serem apaixonados por esse esporte. Cada um deles define aqui o que significa o polo aquático em suas vidas.

Depoimentos de quem joga:

Tiago Oliveira Couto (técnico e professor) – “Me apaixonei pelo polo em 2005, quando comecei a praticar, e depois disso dei uma grande sorte, porque esse esporte se tornou o meu trabalho, e fazer o que a gente ama não tem coisa melhor”.

Martha da Costa Ferreira (jogadora) – “É o lugar a que eu venho para despejar a cabeça, onde também me apaixonei pelo jogo, além de ser [onde estão] os meus amigos”.

Gabriel Karnas (jogador) – “Pra não repetir paixão, pra mim é realização. Fazer um esporte de que eu goste, com quem eu goste, não tem coisa melhor, pode ser em qualquer horário, que eu venho”.

Paulo Sérgio Marques (jogador) – “Pra mim, já há muitos anos, o polo é como uma terapia. Eu trabalho com esporte, que é o tênis, mas é no polo que eu encontro meus amigos, que estão bem mais aqui, e é bem uma descarga, em que eu canso, mas saio relaxado psicologicamente”.

Patrícia Magnago (jogadora) – “Pra mim, o polo é uma motivação. Eu erro num dia, e no outro quero corrigir meu erro. Tem muita técnica, e melhorar isso é tudo”.

Informações:

Quem quer aprender e jogar Polo Aquático pode ligar para os fones (51) 3320-3910 ou (51) 9908-7784. Também existe o site www.forcapolosul.net e ainda no Facebook como Polo Sul.